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A disputa presidencial de 2026 avança sob um ambiente de rejeição cruzada e alta carga emocional. Levantamento da AtlasIntel divulgado nesta quinta-feira (2) indica que 47,1% dos brasileiros dizem ter mais medo ou preocupação com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 46,3% apontam maior apreensão com uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro.
A diferença entre os dois cenários está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que configura um empate técnico na percepção de risco eleitoral. Outros 6,5% afirmam que ambos os resultados os preocupam igualmente, e 0,1% não soube responder.
O dado reforça um quadro de polarização consolidada, no qual a rejeição ao adversário pesa tanto quanto a preferência pelo próprio candidato. A pergunta feita pelo instituto buscou medir qual resultado eleitoral gera mais medo ou preocupação no eleitorado diante do futuro do país.
Visão sobre o outro eleitor
A pesquisa também captou como os brasileiros enxergam quem vota no campo oposto. Para 57,4% dos entrevistados, eleitores do candidato mais rejeitado são “pessoas manipuladas ou ignorantes”. Outros 31% consideram que esses eleitores têm “falhas graves de caráter”. Apenas 11,7% classificam esse grupo como pessoas comuns com opiniões diferentes.
Esse recorte indica um ambiente de baixa tolerância política e dificuldade de reconhecimento da legitimidade do voto adversário, o que tende a ampliar tensões ao longo da campanha.
Impacto emocional cresce
O levantamento também mediu o efeito emocional de uma eventual vitória do candidato mais rejeitado. Para 62,3% dos entrevistados, esse cenário teria impacto elevado. Outros 16,4% disseram que seriam afetados moderadamente, enquanto 10,2% apontaram impacto pequeno.
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A parcela que afirma não ser afetada soma 6,5%, e 4,6% não souberam responder. O resultado sugere que a eleição deve mobilizar não apenas posicionamentos políticos, mas também reações emocionais intensas.
A AtlasIntel ouviu 4.224 pessoas entre os dias 16 e 23 de março de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06058/2026 e foi financiado com recursos próprios.
