Baixa no governo

Assessor econômico de Trump pede demissão por discordar da tarifa para o aço e futuro do Dow Jones cai forte

"Agradeço ao presidente por ter me oferecido esta oportunidade e desejo um grande sucesso para a administração no futuro", afirmou Gary Cohn

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SÃO PAULO – O chefe do conselho econômico da Casa Branca, Gary Cohn, renunciou ao cargo nesta terça-feira (6). Ex-presidente do Goldman Sachs e o advogado defensor do livre comércio, ele decidiu deixar sua função depois que o presidente Donald Trump anunciou que iria aumentar as taxas sobre as importações de aço e alumínio. Após o anúncio, os contratos futuros do índice Dow Jones passaram a registrar fortes baixas, com perdas de cerca de 350 pontos, em baixa de 1,44%. 

Cohn disse em uma declaração que “foi uma honra servir meu país e promulgar políticas econômicas pró-crescimento para beneficiar o povo americano, em particular a passagem da reforma fiscal histórica”. “Agradeço ao presidente por ter me oferecido esta oportunidade e desejo um grande sucesso para a administração no futuro”, afirmou.

Trump também se pronunciou, dizendo que “Gary foi meu principal assessor econômico e fez um excelente trabalho na direção de nossa agenda, ajudando a entregar cortes históricos de impostos e reformas para arrancar a economia americana novamente”. “Ele é um talento raro, e agradeço o seu serviço dedicado ao povo americano”, completou.

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Cohn entrou em confronto com os conselheiros protecionistas de Trump sobre a questão das tarifas. Em uma reunião com executivos de aço e alumínio na última quinta-feira, onde Trump anunciou sua decisão, Cohn se mostrou contra.

Analistas entendem que a saída do assessor é um mau presságio para a política econômica da Casa Branca. Ele ajudou a guiar grandes cortes de impostos, a única grande conquista legislativa da administração Trump até o momento.

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