Publicidade
Às vésperas do início das convenções partidárias, o PT do Ceará ainda não definiu o segundo nome ao Senado na chapa do governador Elmano de Freitas, que já conta com Cid Gomes (PSB) na disputa por uma cadeira na Casa Legislativa. A deputada federal Luizianne Lins (Rede), o deputado federal Eunício Oliveira (MDB) e o ex-senador Chiquinho Feitosa (Republicanos) são nomes debatidos internamente. Outra possibilidade na mesa é a indicação de um representante do PSD ou do PP para a vaga.
A presença de Cid na chapa foi confirmada na terça-feira, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O irmão do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), que lidera as pesquisas de intenção de voto contra Elmano, resistia a disputar a reeleição ao Senado, mas foi convencido pelo Planalto.

Quaest: 50% dizem que conhecem e não votariam em Lula; 57% dizem o mesmo de Flávio
Pesquisa reforça cenário polarizado nas eleições para Presidente da República em outubro

Quaest: Lula vai a 45% e abre 8 pontos para Flávio Bolsonaro no 2º turno
Desde o anúncio de possíveis novas sanções ao Brasil pelos EUA, Lula abriu doze pontos de vantagem no 1º turno em relação a Flávio
A presença de Cid é interpretada internamente como uma forma de fortalecer a campanha de Elmano ao criar um antagonismo com a figura de Ciro. A avaliação de petistas é que a disputa no estado será acirrada.
Para a segunda vaga ao Senado, lideranças da sigla desejam utilizar o espaço para ampliar o leque de alianças no Ceará. Lins, por exemplo, deixou o PT após 37 anos diante da falta de apoio e decidiu filiar-se à Rede Sustentabilidade para disputar uma cadeira na Casa Legislativa.
Também parte da base governista, o MDB aposta em Oliveira, ex-presidente do Senado, na corrida pelo Senado. Feitosa, por sua vez, preside o Republicanos no Ceará.
Escolha de Cid
A candidatura de Cid era a favorita por aliados do governador Elmano de Freitas, que busca a reeleição, por ser considerada competitiva e pela avaliação que agregaria a chapa como um todo. Pelo acerto firmado, o deputado federal Junior Mano (PSB) será o primeiro suplente de Cid.
Em 2025, o deputado foi alvo de uma operação da Polícia Federal em investigação que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos por meio de fraudes em processos licitatórios contratuais. Essas licitações, segundo a PF, foram abastecidas com emendas parlamentares indicadas pelo congressista. Naquele momento, Mano negou irregularidades.
Estiveram na reunião nesta terça com Lula o ministro José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais), o líder do PT no Senado, Camilo Santana, o governador Elmano, o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT) e Cid Gomes.