Após chapa cassada, Roraima terá eleições suplementar para governador em julho

Governador em exercício, Edilson Damião, e ex-governador Antonio Denarium foram condenados a oito anos de inelegibilidade

Caio César

O então governador Antonio Denarium e seu vice Edilson Damião. Foto: Reprodução / Instagram
O então governador Antonio Denarium e seu vice Edilson Damião. Foto: Reprodução / Instagram

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O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima definiu para o dia 21 de julho a realização da eleição suplementar para governador e vice-governador do estado. A decisão ocorre após o Tribunal Superior Eleitoral cassar o mandato do governador em exercício, Edilson Damião (União), na terça-feira (30).

A decisão do TSE encerra o caso após a Corte negar o recurso apresentado por Damião e o ex-governador Antonio Denarium (Republicanos). O tribunal manteve a condenação da chapa, cassando Damião, que ainda exercia mandato, e tornando ambos inelegíveis até 2030.

Denarium renunciou ao cargo no fim do mês passado para disputar o Senado, o que levou o então vice, Damião, a assumir o governo. Com a renúncia, a cassação de do ex-governador foi impossibilitada, mas a Corte manteve a declaração de inelegibilidade por oito anos.

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A chapa era acusada de abuso de poder político e econômico no processo eleitoral de 2022, principalmente pela utilização de programas sociais como o “Cesta da Família” e “Morar Melhor” para angariar votos.

Também houve repasses de quase R$ 70 milhões a municípios fora do período permitido pela legislação, além de aumento de despesas com publicidade institucional.

Com a decisão, os eleitores de Roraima terão que comparecer às urnas em 21 de julho para eleger governador e vice que comandarão o estado até 31 de dezembro de 2026. Neste mesmo ano, em outubro, deverão ir novamente às urnas para eleger a chapa que comandará o estado pelos próximos quatro anos.