Angela Merkel demonstra apoio à escolha de Lagarde para direção do FMI

Chanceler da Alemanha reconhece importância do emergentes mas mantém preferência por ministra francesa

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SÃO PAULO – Christine Lagarde, atual ministra de finanças da França, acaba de ganhar uma aliada de peso para chegar à direção geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), em substituição a Dominique Strauss-Khan – que deixou o cargo em meio à um escândalo sexual em Nova York.

Nesta manhã, Angela Merkel, Chanceler da Alemanha, declarou seu apoio à escolha de Lagarde, afirmando ainda que a fundo deve continuar presidido por um representante europeu, como manda a tradição.

Merkel classificou Lagarde como uma ministra “nota alta”, embora também tenha reconhecido que as economias emergentes também tem direito a cargos de alto escalão no FMI.

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Emergentes correm por fora
Há uma corrente que defende a escolha de um representante de um país emergente para o cargo, com enfasê em dois nomes chineses, Zhu Min, conselheiro especial de Strauss-Kahn, e Zhou Xiaochuan, atual presidente do banco central da China.

Além deles, o brasileiro Armínio Fraga, que foi presidente do Banco Central entre 1999 e 2003, também chegou a ter seu nome ventilado como opção para conduzir o órgão.

Fraga se mostrou lisongeado pelo fato de seu nome ter sido lembrado, mas não acredita na possibilidade de um não-europeu assumir agora, já que são os países europeus os maiores demandantes de crédito do Fundo, como Grécia, Irlanda e Portugal.