Alta renda acredita que compensa pagar mais caro por qualidade

Pesquisa mostra que 79% dos brasileiros têm essa percepção - que é maior que a média do segmento na América Latina

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SÃO PAULO – Quase sempre compensa pagar mais caro por produtos de qualidade. Essa é a percepção de 79% dos brasileiros que pertencem aos estratos mais altos de renda. O percentual dos que pensam dessa forma é maior que a média da população abonada da América Latina, que alcança os 72%.

Estudo realizado pelo Ibope Mídia aponta que, dentre os países pesquisados – Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela –, apenas no Peru encontra-se um número maior de pessoas de alta renda que “quase sempre” gastam mais por um produto por ele estar associado à qualidade (82%).

Na Colômbia, 46% da população que se encontra no topo da pirâmide econômica pensa dessa forma – o menor percentual dentre os países pesquisados. Na Argentina e no México, 70% dos abonados pagam mais por qualidade. No Chile, Equador e Venezuela, 68%, 72% e 73% da alta renda pensa dessa forma.

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A pesquisa mostra que não é à toa que os ricos latino-americanos pagariam mais por qualidade. Esse critério é importante para 72% da população dos estratos mais altos de renda da América Latina. No Brasil, 79% dos ricos gostam de ter objetos de alta qualidade – média que só é superada pelo Peru, onde 82% dizem o mesmo.

Fidelidade
Preocupados com qualidade, sem se preocupar muito com o preço, os ricos da região afirmam que, se encontram uma marca da qual gostam, eles são fieis a ela.

Na Venezuela, 77% pensam dessa forma. No Brasil, esse percentual alcança 74%. No Chile foi verificado o menor percentual, de 49%. Na média, 65% dos ricos da América Latina se declaram fieis a marcas que gostam.

A marca, revela a pesquisa, é quesito importante para a população de alta renda na hora de comprar. Tanto que 59% desse segmento na América Latina procura sempre a marca dos produtos na embalagem.

Os brasileiros são os mais preocupados com isso: 71% afirmam que procuram as marcas nas embalagens, seguidos pelos equatorianos (67%), venezuelanos (63%), peruanos (61%), argentinos (58%), mexicanos (48%), chilenos (36%) e colombianos (34%).

Esse apego às marcas pode ser explicado pela percepção que a alta renda tem delas. Para 54% desse segmento da população na América Latina, as marcas mais conhecidas são as melhores. Essa percepção é maior entre os venezuelanos (76%) e menor entre os colombianos (37%). Para 57% dos brasileiros, as marcas mais conhecidas são as melhores.

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