Aliados de Lula sugerem demissão de indicados por Alcolumbre no governo, diz jornal

Aliados do Planalto relataram frustração com presidente do Senado e falam em retaliação política

Marina Verenicz

O presidente Lula e o senador Davi Alcolumbre. Foto: Fábio Rodrigues Bozzebom / Agência Senado
O presidente Lula e o senador Davi Alcolumbre. Foto: Fábio Rodrigues Bozzebom / Agência Senado

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A rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal ampliou a crise entre o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), segundo informações da Folha de S. Paulo.

Interlocutores do Planalto afirmam à colunista Mônica Bergamo que a relação entre os dois foi comprometida após a atuação do senador na articulação contra o indicado.

Nos bastidores, aliados do presidente relatam frustração com Alcolumbre e avaliam que ele atuou diretamente para barrar a aprovação. Antes mesmo do resultado, o senador teria sinalizado a interlocutores que contava com cerca de 50 votos contrários à indicação, o que aumentou a pressão entre governistas ao longo do dia.

A leitura no entorno de Lula, segundo o jornal, é que o movimento gerou constrangimento político para o governo, que vinha tentando consolidar apoio no Senado. Após a derrota, integrantes da base passaram a defender uma resposta mais dura do Planalto.

Entre as medidas discutidas está o enfraquecimento político de Alcolumbre em seu estado. Aliados sugerem que o presidente se envolva nas eleições no Amapá para tentar derrotar candidatos ligados ao senador, reduzindo sua influência no Congresso.

Outro caminho considerado é a revisão de indicações associadas ao presidente do Senado dentro da estrutura do governo. Auxiliares defendem a substituição de nomes vinculados a Alcolumbre como forma de sinalizar rompimento político.

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A tensão ocorre em um momento em que o governo ainda depende do Senado para avançar em pautas relevantes, como propostas na área trabalhista e econômica. Mesmo assim, interlocutores avaliam que a deterioração da relação já é inevitável.