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Apesar de o Democracia Cristã (DC) ter substituído seu nome na disputa à Presidência da República, Aldo Rebelo afirmou, na quarta-feira (20), que manterá sua candidatura na eleição.
Ao Estadão, Rebelo também comentou que o nome escolhido pelo partido para substituí-lo, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, é “clandestino” e não possui apoio na sigla.
“É uma campanha clandestina, sem que o pretenso candidato tenha se manifestado. Minha impressão é que ele não será candidato. Eu já vi esse filme antes no PSB, um partido com muito mais estrutura. E ele se filiou e depois desistiu”, justificou Rebelo ao veículo.
O ex-ministro também não descarta levar o caso à Justiça caso o DC insista em não deixá-lo concorrer. “Se houver qualquer obstáculo à presença da minha pré-candidatura, o caminho é judicializar”, destacou.
A mudança de nomes ocorreu no sábado (16), após o presidente do partido, João Caldas, confirmar a substituição e afirmar que o ex-ministro do STF “representa a possibilidade de união nacional e reconstrução da confiança do povo brasileiro nas instituições”.
A legenda sustentou que a mudança ocorre após Aldo Rebelo não performar bem nas pesquisas de intenção de voto. Segundo o partido, havia sido previamente acordado que o pré-candidato passaria por um período de teste durante três meses.
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Na última pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada na terça-feira (19), Rebelo marcou 0,2% das intenções de voto. O baixo resultado tem sido semelhante em diversas outras pesquisas.
Em resposta, também no sábado, Aldo Rebelo afirmou que manteria seu nome na disputa e que a pré-candidatura de Barbosa é uma “afronta a tudo o que defende como relações políticas” e que o anúncio teria sido um balão de ensaio para testar a recepção pública de outro nome.
“Candidaturas são projetos coletivos e não de grupos e interesses específicos. Fui escolhido para levar adiante um projeto de união e desenvolvimento do Brasil, ancorado na minha biografia sem mácula e na minha experiência na administração pública e no Congresso”, afirmou ao confirmar a permanência da pré-candidatura.
