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Pouco antes da votação no Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), cravou a derrota da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal.
“Acho que vai perder por 8”, disse Alcolumbre ao líder do governo na Casa, o senador Jacques Wagner (PT-BA). A fala do presidente do Senado antecipou o resultado na sessão, que rejeitou a indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por 42 votos contrários e 34 favoráveis.

Messias é rejeitado para vaga no STF pelo Senado: o que acontece agora?
Rejeição de indicado ao STF não ocorria desde 1894

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“Afirmo categoricamente que pedi contra o sindicato e seus dirigentes. A AGU cumpriu seu papel de forma técnica e republicana”, disse
A derrota de Messias é histórica. Com o resultado, o AGU se torna o primeiro indicado ao STF a ser rejeitado em votação no Senado desde 1894.
Mais cedo, o AGU foi sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa, sendo aprovado por 16 votos a 11 no colegiado. Já para ser aprovado no plenário, Messias precisava do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, maioria absoluta das cadeiras no Senado.
Durante a sabatina, o relator da indicação de Messias ao Supremo, o senador Weverton Rocha (PDT-MA), comentou sobre o impacto de uma possível derrota do AGU e criticou a articulação da oposição ao governo em “enfrentar” Lula longe das urnas.
“O papel do Senado é saber se um indicado é apto a ocupar a vaga no Supremo. Falar em encerrar ou acabar a carreira de um jovem jurista por conta de um ringue político, que pode ser resolvido em sua arena em outubro, além de injusto, é muito equivocado”, afirmou na ocasião.
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