Impopulares

Adeus, Previdência: aliados descartam agenda econômica após rejeição da denúncia contra Temer

Estão na lista medidas como o aumento de alíquota da contribuição previdenciária para servidores e o adiamento do reajuste do funcionalismo público

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SÃO PAULO – Com o arquivamento da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer cada vez mais próximo, aliados e governo já começam a pensar no “day after”. De um lado, o Palácio do Planalto tenta acelerar medidas econômicas de ajuste fiscal e propostas que ajudem a fechar as contas públicas. Do outro, parlamentares cada vez mais preocupados com a aproximação das eleições em um momento conturbado para o mundo político. Em um sentido diverso ao das medidas econômicas, deputados têm preferência em focar em uma agenda de forte apelo na sociedade, como projetos na área da segurança pública.

Conforme conta reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, líderes dos principais partidos da base aliada ouvidos descartam votar matérias consideradas impopulares. Estão na lista medidas como o aumento de alíquota da contribuição previdenciária para servidores e o adiamento do reajuste do funcionalismo público. Tais posições desafiam os planos do Planalto de enviar duas medidas provisórias nesse sentido logo após a esperada derrubada da denúncia contra Temer na quarta-feira. Juntas, as lideranças partidárias ouvidas representam pelo menos 240 dos 513 deputados.

Ainda de acordo com a reportagem, a maioria dos líderes partidários avalia que nem mesmo uma reforma da Previdência enxuta, como vem sendo discutida pelo Planalto, tem chances de ser aprovada na Câmara em um ano pré-eleição. O próprio líder do PMDB na casa, deputado Baleia Rossi (PMDB-SP), diz que a PEC não é a mais importante no momento para o país. “Não é aquela medida que, se não votar, o país acaba”, disse. O parlamentar é um grande aliado do presidente Michel Temer e ilustra bem a questão.

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