A cinco dias do 1º turno, 45% ainda desconhecem regra para votar ao Senado

A cinco dias do 1º turno, 45% erram ou não sabem que será preciso escolher dois candidatos diferentes para senador em 2026

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A cinco dias do primeiro turno, 45% dos eleitores brasileiros ainda não sabem ou erram ao responder quantos votos terão de dar para o Senado neste ano. O dado aparece em pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (29), encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo.

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Em 2026, cada eleitor terá direito a dois votos para senador porque estarão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado, o equivalente a dois terços da Casa. A urna apresentará duas telas para o cargo, e os votos deverão ser dados a candidatos diferentes. Se o mesmo nome for escolhido nas duas vagas, o segundo voto será anulado.

Segundo a Quaest, 55% responderam corretamente que serão dois votos. Outros 29% disseram não saber ou não responderam, 10% afirmaram que será apenas um voto e 6% responderam que seriam três.

A soma de quem errou com quem não soube responder chega, portanto, a 45%.

Por que haverá dois votos para senador

A eleição para o Senado tem uma dinâmica diferente da disputa para presidente, governador e deputados.

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Cada estado e o Distrito Federal possuem três senadores, com mandatos de oito anos. A renovação ocorre alternadamente: em uma eleição é escolhida uma cadeira por unidade da Federação e, quatro anos depois, são renovadas duas.

Neste ano, serão preenchidas duas vagas por estado e pelo Distrito Federal, totalizando 54 senadores. Os dois candidatos mais votados em cada unidade são eleitos.

A votação também será mais longa do que em 2022. O eleitor fará seis escolhas na urna: deputado federal, deputado estadual ou distrital, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente.

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Senado recebe menos atenção

A dificuldade em responder quantos votos serão dados para senador ocorre em um contexto no qual o cargo também recebe menos atenção dos eleitores do que outras disputas.

Quando a Quaest pediu aos entrevistados que ordenassem os cargos conforme o nível de atenção, 59% colocaram a Presidência da República em primeiro lugar.

O governo estadual aparece com maior frequência na segunda posição, citado por 39% dos entrevistados.

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O Senado ganha mais peso apenas na terceira posição: 24% dizem prestar mais atenção nesse momento da escolha aos candidatos a senador. O mesmo percentual cita os candidatos a deputado federal.

Já na quarta posição, deputado federal é mencionado por 31% e deputado estadual por 26%.

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Os números ajudam a mostrar a diferença de visibilidade entre as disputas. Embora cada eleitor tenha de escolher dois senadores em 2026, quase metade ainda não domina uma regra básica dessa votação poucos dias antes de ir às urnas.

A Justiça Eleitoral intensificou nas últimas semanas as orientações sobre a ordem dos votos e recomenda que o eleitor leve uma “colinha” impressa com os números dos candidatos. Celulares não podem ser levados para dentro da cabine de votação.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 24 e 27 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06520/2026.

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Marina Verenicz
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