No STF

8 anos após escândalo, ministro libera denúncia contra Renan para julgamento no STF

STF julgará se abre ação penal contra o senador por peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso.

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SÃO PAULO – Três anos após a Procuradoria-Geral da República ter oferecido denúncia contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o STF (Supremo Tribunal Federal) julgará se abre contra o senador ação penal por peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. As informações são da Folha e do O Estado de S. Paulo. 

 O caso remonta a um escândalo que está sob investigação no Supremo desde agosto de 2007. 

Relator do caso, o ministro Luiz Edson Fachin liberou para julgar o inquérito se o senador usou dinheiro de empreiteira para pagar pensão a uma filha que teve fora do casamento. O escândalo ocorreu em 2007 e foi um dos motivos para a renúncia de Renan à presidência do Senado na época.

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Agora, cabe agora ao presidente do Supremo Ricardo Lewandowski incluir o caso na pauta do plenário.

A investigação sobre Renan é feita em meio à investigação sobre o suposto recebimento de propina pelo senador da construtora Mendes Jr. para apresentar emendas beneficiando a construtora. Em troca, ele teria as despesas de relacionamento extraconjugal com a jornalista Mônica Veloso pagas pela empreiteira. 

Para justificar que tinha renda (como comprovar um ganho de R$ 1,9 milhão) para fazer os pagamentos da pensão, Renan apresentou documentos e disse que tinha recebido uma parte com a venda de gado. O suposto comprador, porém, negou que tenha adquirido bois do senador. A suspeita é de que as notas sejam frias, com documentos falsificados para justificar o patrimônio. 

Em nota, a assessoria de imprensa do Senado informou que “em respeito ao Poder Judiciário e às leis do país, o presidente do Senado informa que já prestou todas os esclarecimentos solicitados”.

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