Carteira da InfoMoney supera Ibovespa em 8 pontos em janeiro; você já baixou?

Todas as 5 carteiras montadas pelo InfoMoney para 2016 tiveram resultado positivo em janeiro, com a melhor delas chegando a performar 4,50%; parte de ações do portfólio mais diversificado rendeu 1,7%, bem melhor que a queda de 7% do Ibovespa no período
Blog por Thiago SalomãoJoão Sandrini  

SÃO PAULO - Terrível, caótico, inesperado: as palavras mal conseguem definir o que foi este começo de ano para a Bovespa: o principal índice de ações do nosso mercado, o Ibovespa, afundou 7% no primeiro mês de 2016, e se não fosse a disparada vista nos três últimos pregões de janeiro esse desempenho teria sido bem pior.

Em momentos como este é quase impossível que uma carteira de ações de longo prazo não sofra danos. Contudo, selecionar papéis mais defensivos pode mitigar os impactos desse pânico generalizado. Foi exatamente isso que buscamos na Carteira InfoMoney 2016: nossa aposta para este ano era de um cenário bastante complicado, esperando mais novidades negativas do que boas notícias.

Confesso que a velocidade de informações ruins e a reação enérgica dos investidores nos surpreendeu, mas pelo menos nosso portfólio mostrou-se blindado a isso tudo: a Carteira InfoMoney com o maior perfil de investidor fechou janeiro com rentabilidade positiva de 1,16%. O desempenho equivale a 110,83% do CDI no mês passado.

Olhando apenas para a parte de ações da nossa carteira mais diversificada (que representa 60% do portfólio total), nossa carteira ficou positiva em 1,7%, bem acima da queda de 7% do Ibovespa. Vale mencionar que todas as 5 carteiras elaboradas pelo InfoMoney tiveram resultado positivo no mês, com alguma delas chegando a render 4,50% no mês (você pode ver os cálculos na planilha clicando aqui).

Não escondemos que fomos bem conservadores ao montar a carteira de ações para 2016: esperávamos um cenário ainda ruim não só para Brasil como também para a economia global, conforme o nosso guia Onde Investir 2016 deixou bem claro. Por isso, priorizamos empresas em geral com as mesmas características:

  • Empresas oligopólios com forte market share em seus mercados de atuação;
  • Empresas com ótima situação de caixa e de preferência com "dívida negativa" (caixa maior que as dívidas);
  • Empresas com demanda mais resiliente, ou seja, que sofrem menos com um avanço da inflação ou piora nas condições de emprego e renda da população;
  • Empresas com lucros constantes, que devem resultar em dividendos aos acionistas

Certamente, essas ações subiriam bem menos do que boa parte do mercado em uma reviravolta na Bovespa. Mas como esse cenário de disparada não era claro para no final de 2015, preferimos manter as opções mais seguras do mercado em nossa carteira. Assim, se o Ibovespa de fato "formar um fundo" e começar a subir em algum momento deste ano, estaremos bem capitalizados para fazer as trocas em nossa carteira e escolher ações com "beta" mais elevado.

Fevereiro: time ganhando? Segue o jogo!
Para fevereiro, manteremos o portfólio quase inalterado, apenas retirando o ETF do S&P500, presente nas duas carteiras de maior poder aquisitivo, e distribuindo esse montante no fundo cambial de dólar do Votorantim e em uma das duas opções de LCA.

As teses de investimentos em Bolsa continuam inalteradas - e algumas inclusive ganharam um certo "apoio" em janeiro. É o caso da Ambev, cujas ações já começam a ser vistas por muitos bancos de investimentos como "baratas", algo que não havia acontecido nesta década.

Dois alertas, no entanto, são importantes: a Fibria caiu muito forte em janeiro. Consideramos o movimento extremamente exagerado, tendo em vista que não houve deterioração nos fundamentos da empresa - os resultados vieram fortes, o dólar segue acima de R$ 4,00 e a desaceleração da demanda por celulose não ocorreu de forma acintosa. Contudo, monitoraremos de perto este papel, pois nossas convicções não são capazes de mudar a opinião do mercado.

O outro alerta é sobre Cetip: caso a BM&FBovespa anuncie uma nova oferta ao longo do mês e ela seja aceita pela Cetip, sugerimos que o investidor venda as ações após a alta provocada pela novo lance. Se isso acontecer, enviaremos uma sugestão de alocação com o lucro obtido com a venda da Cetip.

Tem dúvidas? Fale conosco AO VIVO!
Se você tem alguma dúvida sobre o guia Onde Investir 2016 ou sobre qualquer assunto relacionado a investimentos, vai um recado importante: faremos um programa AO VIVO na InfoMoney TV nesta quinta-feira (4) às 14h (horário de Brasília).

Eu (Thiago Salomão) e o João Sandrini (editor-chefe do InfoMoney) pretendemos tirar dúvidas sobre investimentos e esclarecer qualquer dúvida sobre alguma recomendação de nosso guia Onde Investir 2016.

Atenção: o link do programa será enviado neste email horas antes do início da transmissão. Apenas quem tiver este link poderá assistir ao programa. Então se você quer garantir sua presença em nosso auditório online, preencha o formulário abaixo.

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Perfil do autor

É editor de Mercados do InfoMoney e analista CNPI-P (analista técnico e fundamentalista, certificado pela Apimec). Trabalha há 6 anos no InfoMoney. Graduou-se em Administração de Empresas pelo Mackenzie, já acompanhou mais de 200 horas de cursos sobre mercados de ações. Possui MBA em Mercado de Capitais pela Fipecafi e MBA de Mercados Financeiros para Jornalistas pela UBS/BM&FBovespa. thiago.salomao@infomoney.com.br