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XP une fundo sistemático global e proteção contra inflação em novo COE

Produto para público geral terá prazo de cinco anos e seguirá fundo Man AHL TargetRisk, com aplicação inicial de R$ 5 mil

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – A XP iniciou nesta semana a oferta de um novo produto a investidores que queiram se expor ao desempenho de ativos negociados nos mercados internacionais e que também busquem algum tipo de proteção contra os riscos no horizonte.

A oferta diz respeito a um Certificado de Operações Estruturadas (COE), veículo comparado ao mercado de notas estruturadas no exterior, que permitem a exposição a diferentes classes de ativos, da renda fixa às ações, com o benefício de ter o capital inicial protegido. Dessa forma, se o ativo fim que o COE se propõe a seguir tiver um desempenho negativo no prazo estabelecido, o dinheiro originalmente aplicado ficará preservado.

O novo COE vai acompanhar o desempenho do fundo “Man AHL TargetRisk”, da asset inglesa Man AHL. A casa é dedicada à gestão sistemática, tem cerca de US$ 40 bilhões e faz parte do conglomerado Man Group.

Por meio de uma filosofia de investimento que se vale da análise de uma extensa base histórica de dados para mensurar em tempo real o tamanho ideal da distribuição de risco da carteira com base nas mudanças repentinas de tendência do mercado, o fundo da gestora global busca navegar pelas classes de ações, crédito e títulos públicos, com o foco nos mercados desenvolvidos.

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O fundo é originalmente negociado em euros, mas o produto brasileiro vai seguir apenas a variação da estratégia, sem a oscilação, portanto, da moeda europeia. Desde seu início, em agosto de 2016, até maio, o retorno anualizado do fundo em euro foi de 7,54% e, em 12 meses, de 12,73%. No ano, a alta chega a 5,2%.

Além de ter a garantia do investimento inicial, o investidor contará com a correção pela inflação medida pelo IPCA até junho de 2026, quando ocorre o vencimento do produto. O valor mínimo de aplicação será de R$ 5 mil.

O COE não terá limite de ganhos, como é comum observar em produtos desse tipo no mercado, quando, a partir de determinada valorização, a rentabilidade do investidor retrocede para uma taxa prefixada.

O único custo explícito ao investidor é o Imposto de Renda (IR) pela tabela regressiva, em caso de rendimento positivo.

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Sem restrições

Por ser estruturado via derivativos, por meio do COE, o investidor de varejo consegue alocar todo o capital destinado ao produto na respectiva estratégia global, sem a restrição de 20% de alocação internacional estabelecida pela legislação para os fundos de investimento no exterior.

Os investidores já podem fazer a reserva de alocação, em uma espécie de procedimento de bookbuilding no caso das ações. O produto deve seguir disponível na plataforma da XP após o encerramento da oferta.

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Segundo Rafael Miranda, responsável pela distribuição da COEs na XP, o produto é recomendado para investidores de perfil moderado a agressivo.

Caso queira sair antes do prazo de vencimento, o investidor pode vender seu COE no mercado secundário a partir do quarto mês. Nessa hipótese, contudo, não há garantia da correção pela inflação, tampouco do capital inicialmente aportado, que só são efetivamente entregues ao fim do período acordado.

Além disso, a liquidez para quem busca uma saída antecipada não é garantida. “Não existe um ambiente de negociação próprio (como a bolsa de valores) para COE, sendo que a XP Investimentos fará os melhores esforços na busca de um comprador para o título do cliente”, informa o material publicitário do produto.

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