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Tesouro Direto: taxas dos títulos públicos registram queda nesta quinta-feira

Banco Central reduziu de 2% para 0,8% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2019, conforme informou no Relatório Trimestral de Inflação

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda dos papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, operam em queda na tarde desta quinta-feira, com maior destaque para os papéis com retornos prefixados.

Dentre os destaques do dia, o Banco Central reduziu de 2% para 0,8% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2019, conforme informou no Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

No documento, a autoridade monetária reforçou ainda que os próximos passos da política monetária "continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação". Na semana passada, o colegiado manteve a Selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano, pela décima vez consecutiva, e o mercado espera que o BC comece a reduzir os juros nas próximas reuniões.

Na cena política, investidores acompanham um eventual adiamento da votação da reforma da Previdência em comissão especial da Câmara dos Deputados para agosto, já que o recesso parlamentar começa dia 17 de julho. Após o fim da etapa de discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição na comissão especial ontem, o próximo passo seria a leitura da nova versão do relatório pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) e a votação pelos membros do colegiado do parecer e de destaques.

No exterior, o mercado ainda aguarda o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, durante a cúpula do G-20, que poderá dar novas sinalizações para um possível acordo comercial entre os dois países.

Citando autoridades chinesas, o Wall Street Journal disse que Jinping deverá apresentar a Trump os termos que espera que os EUA realizem antes de Pequim estar disposta a resolver a disputa comercial entre os dois países. Entre as condições estão a remoção das sanções à Huawei, a remoção de todas as tarifas de importação e o abandono dos esforços para fazer com que a China compre mais exportações dos EUA.

Nesta manhã, ainda foi divulgado que o PIB dos Estados Unidos cresceu à taxa anualizada de 3,1% no primeiro trimestre de 2019, de acordo com dados divulgados pelo Departamento do Comércio. O número ficou praticamente em linha com o previsto por analistas ouvidos pela Bloomberg, que indicavam crescimento anualizado de 3,2%.

No Tesouro Direto, o papel prefixado com vencimento em 2022 oferecia retorno anual de 6,34%, ante a rentabilidade de 6,42% a.a. vista mais cedo. A rentabilidade do título com prazo em 2025, por sua vez, cedia de 7,28% para 7,23% ao ano. O investidor podia adquirir o papel integralmente por R$ 680,98 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 34,04 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

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Confira, abaixo, os preços e as taxas dos títulos do Tesouro Direto nesta quinta-feira:
Título
Vencimento
Taxa de Rendimento (% a.a.)
Valor Mínimo
Preço Unitário
Indexados ao IPCA  
Tesouro IPCA+ 2024 15/08/2024 IPCA + 3,17 R$ 55,03 R$ 2.751,96
Tesouro IPCA+ 2035 15/05/2035 IPCA + 3,71 R$ 36,27 R$ 1.813,81
Tesouro IPCA+ 2045 15/05/2045 IPCA + 3,71 R$ 37,83 R$ 1.261,32
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 15/08/2026 IPCA + 3,28 R$ 38,42 R$ 3.842,13
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 15/05/2035 IPCA + 3,61 R$ 41,63 R$ 4.163,21
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 15/08/2050 IPCA + 3,80 R$ 45,71 R$ 4.571,89
Prefixados  
Tesouro Prefixado 2022 01/01/2022 6,34 R$ 34,27 R$ 856,92
Tesouro Prefixado 2025 01/01/2025 7,23 R$ 34,04 R$ 680,98
Indexados à Taxa Selic  
Tesouro Selic 2025 01/03/2025 Selic + 0,02 R$101,72 R$10.172,68

Fonte: Tesouro Direto

Dentre os papéis indexados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o Tesouro IPCA+ com vencimento em 2024 oferecia retorno de 3,17% ao ano (acrescido da inflação), um pouco abaixo da taxa de 3,19% vista no início do pregão. Já os títulos com vencimentos em 2035 e 2045 pagavam o IPCA mais 3,71% ao ano, abaixo dos 3,72% de hoje cedo.

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho. Além disso, há incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos, com uma alíquota que varia de acordo com o período de investimento (tabela regressiva).

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