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Taxas de títulos prefixados operam em baixa; mercado aguarda reunião do Banco Central

Levantamento da XP mostra que apenas duas de 31 gestoras de recursos apostam no início do ciclo de cortes da Selic nesta noite, mas 93% das casas esperam queda dos juros ainda em 2019

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos prefixados negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda dos papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, voltaram a cair na tarde desta quarta-feira (19). Depois de uma sequência de queda, os papéis haviam começado os negócios com um ajuste de alta.

O mercado opera à espera da decisão do Banco Central com relação aos juros. Mais do que o resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), investidores aguardam sinalizações sobre os próximos passos da autoridade monetária.

Conforme levantamento feito pela equipe de fundos da XP, apenas duas de 31 gestoras de recursos apostam no início do ciclo de cortes nesta noite. O restante espera a manutenção dos juros básicos em 6,5% ao ano.

Houve uma mudança, contudo, em relação ao futuro. O Copom tem mais quatro reuniões pela frente em 2019, com o próximo encontro marcado para os dias 30 e 31 de julho. A mediana das estimativas das gestoras para a taxa Selic caiu de 6,50% para 5,50%, no fim deste ano, com um corte, portanto, de 1 ponto percentual. Em maio, apenas 40% das casas esperavam queda dos juros ainda em 2019. Agora o percentual aumentou para nada menos que 93% das instituições consultadas.

Ainda nesta quarta-feira, o mercado continua a acompanhar o depoimento do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro na reunião da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal. O próprio ministro se colocou à disposição dos parlamentares para participar da sessão. O propósito foi esclarecer informações publicadas pelo site The Intercept Brasil, de quando era juiz da Lava Jato, por ter trocado supostamente informações e orientado passos da operação com procurador, Deltan Dallagnol. 

No exterior, os membros votantes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) decidiram manter a taxa de juros do país na faixa entre 2,25% e 2,50%. Em comunicado, os integrantes do comitê de política monetária destacaram que as incertezas econômicas aumentaram e retiraram a expressão sobre "paciência".

Eles ainda indicaram que não haverá cortes em 2019, mas deixaram em aberto alguma possibilidade de afrouxamento da política monetária no fim do ano.

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No Tesouro Direto, dentre os papéis prefixados, o com vencimento em 2022 oferecia retorno anual de 6,50%, ante 6,54% a.a. mais cedo. O investidor podia adquirir o papel integralmente por R$ 852,62 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 34,10 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

O Tesouro Prefixado 2025 contava com rentabilidade anual de 7,42%, abaixo dos 7,50% desta manhã, e o título com juros semestrais e prazo em 2029 pagava retorno de 7,82%, ante os 7,90% de mais cedo.

Confira, abaixo, os preços e as taxas dos títulos do Tesouro Direto nesta quarta-feira:
Título
Vencimento
Taxa de Rendimento (% a.a.)
Valor Mínimo
Preço Unitário
Indexados ao IPCA  
Tesouro IPCA+ 2024 15/08/2024 IPCA + 3,34 R$ 54,54 R$ 2.727,49
Tesouro IPCA+ 2035 15/05/2035 IPCA + 3,89 R$ 35,27 R$ 1.763,63
Tesouro IPCA+ 2045 15/05/2045 IPCA + 3,89 R$ 36,16 R$ 1.205,39
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 15/08/2026 IPCA + 3,40 R$ 38,13 R$ 3.813,89
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 15/05/2035 IPCA + 3,78 R$ 40,85 R$ 4.085,84
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 15/08/2050 IPCA + 3,95 R$ 44,60 R$ 4.460,82
Prefixados  
Tesouro Prefixado 2022 01/01/2022 6,50 R$ 34,10 R$ 852,62
Tesouro Prefixado 2025 01/01/2025 7,42 R$ 33,67 R$ 673,42
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 01/01/2029 7,82 R$ 35,59 R$ 1.186,62
Indexados à Taxa Selic  
Tesouro Selic 2025 01/03/2025 Selic + 0,02 R$ 101,60 R$ 10.160,13

Fonte: Tesouro Direto

Já dentre os papéis indexados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o Tesouro IPCA+ com vencimento em 2024 oferecia retorno de 3,34% ao ano (acrescido da inflação), ante 3,35% a.a. mais cedo. Já os títulos com vencimentos em 2035 e 2045 operavam estáveis e pagavam o IPCA mais 3,89% ao ano.

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho. Além disso, há incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos, alíquota que varia de acordo com o período de investimento (tabela regressiva).

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