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Tesouro Direto: confira os preços e as taxas dos títulos nesta segunda-feira

Taxas dos papéis indexados à inflação recuam no período da tarde. Mercado monitora nova revisão para baixo da projeção para o PIB brasileiro e guerra comercial entre EUA e China

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos indexados à inflação e negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda dos papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentavam queda na tarde desta segunda-feira (6).

Entre as principais notícias do dia, os economistas ouvidos pelo Boletim Focus, do Banco Central, derrubaram a projeção de crescimento da economia brasileira de 1,7% para 1,49% na semana passada, de acordo com o documento publicado nesta segunda-feira. No início do ano, os economistas no Focus esperavam avanço de 2,53% no PIB (Produto Interno Bruto).

Esta foi a décima vez seguida que as perspectivas para a economia brasileira foram revisadas para baixo. Para 2020, a expectativa de crescimento da economia brasileira foi mantida em 2,5%.

No exterior, o mercado financeiro opera com cautela após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que elevará de 10% para 25% as tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos exportados pela China, acirrando a guerra comercial entre os países.

No Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ com juros semestrais e vencimento em 2035 (antiga NTN-B Principal), por exemplo, oferecia retorno de 4,29% ao ano (acrescido da inflação), ante 4,31% a.a. na abertura do dia. O investidor pode aplicar uma quantia mínima de R$ 39,35 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquiri o título integralmente por R$ 3.935,96.

O mesmo acontecia com os papéis com vencimento em 2035 e 2045, que pagavam a inflação mais 4,38% ao ano, ante 4,40% a.a. mais cedo.

Os títulos públicos prefixados, por sua vez, operavam de lado, com leve alta nas taxas. O Tesouro Prefixado com vencimento em 2025, pagava 8,68% ao ano, ante 8,67% na abertura do dia, enquanto o papel com vencimento em 2022 oferecia retorno de 7,70% ao ano, ante 7,69% a.a. pela manhã.

Nesses títulos, o investidor sabe exatamente a rentabilidade que irá receber se mantiver o investimento até a data de vencimento. Além disso, por terem rentabilidade predefinida, seu rendimento é nominal, ou seja, é necessário descontar a inflação para obter o retorno real da aplicação.

Confira abaixo os preços e as taxas dos títulos do Tesouro Direto hoje. Para investir, clique aqui e abra uma conta na Rico

Título
Vencimento
Taxa de Rendimento (% a.a.)
Valor Mínimo
Preço Unitário
Indexados ao IPCA  
Tesouro IPCA+ 2024 15/08/2024 4,03 R$52,31 R$2.615,94
Tesouro IPCA+ 2035 15/05/2035 4,38 R$32,47 R$1.623,86
Tesouro IPCA+ 2045 15/05/2045 4,38 R$31,76 R$1.058,99
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 15/08/2026 4,06 R$36,45 R$3.645,27
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 15/05/2035 4,29 R$39,35 R$3.935,96
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 15/08/2050 4,41 R$41,18 R$4.118,31
Prefixados  
Tesouro Prefixado 2022 01/01/2022 7,70 R$32,84 R$821,00
Tesouro Prefixado 2025 01/01/2025 8,68 R$31,23 R$624,77
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 01/01/2029 8,87 R$33,13 R$1.104,34
Indexados à Taxa Selic  
Tesouro Selic 2025 01/03/2025 0,02 R$100,80 R$10.080,15

Fonte: Tesouro Direto

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho. Além disso, há incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos, alíquota que varia de acordo com o período de investimento (tabela regressiva).

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