Renda fixa

Tesouro Direto: taxas recuam nesta quinta-feira de agenda intensa de dados econômicos

Investidores repercutiram relatório de emprego e pedidos de auxílio-desemprego nos EUA; no Brasil, indústria subiu 7% em maio na comparação anual

Brazilian currency. Money on the wooden table in one hundred and fifty reais banknotes.
(Rmcarvalho/Getty Images)

SÃO PAULO – Em dia de divulgação de dados econômicos ao redor do mundo, as taxas dos títulos públicos negociados via Tesouro Direto apresentavam queda nesta quinta-feira (2).

Nos Estados Unidos, o relatório de emprego, conhecido como “Payroll”, mostrou a criação de 4,8 milhões de empregos em junho, melhor que o esperado pelo mercado, de 3,06 milhões de empregos, segundo o consenso Bloomberg.

Já os novos pedidos de auxílio-desemprego somaram 1,43 milhão na última semana, informou o Departamento de Trabalho dos EUA nesta manhã. Os números representam um leve recuo em relação à marca da semana anterior (1,48 milhão) e vêm acima das estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg, de 1,35 milhão de novos pedidos.

Entre os indicadores domésticos, a produção industrial teve alta de 7% em maio na comparação com abril, interrompendo dois meses de resultados negativos consecutivos. O desempenho veio em linha com o esperado pelos economistas consultados pela Bloomberg.

Apesar da alta no último mês, a indústria acumula queda de 11,2% no ano. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o recuo foi de 5,4% em 12 meses – o mais intenso desde dezembro de 2016 (-6,4%).

Por fim, no radar dos investidores, a Câmara dos Deputados aprovou ontem o adiamento das eleições municipais de 2020. Pelo texto aprovado, o primeiro turno ocorre em 15 de novembro e o segundo, em 29 de novembro.

Mercado hoje

Após começar o dia em leve queda, o dólar virou para alta nesta tarde. Por volta das 16h, a moeda americana subia 0,8%, cotada a R$ 5,36.

No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com vencimento em 2026 pagava uma taxa de 2,45% ao ano, ante 2,51% a.a. na tarde de quarta-feira (1). O papel com juros semestrais e prazo em 2040, por sua vez, oferecia um prêmio anual de 3,91%, frente aos 3,96% a.a. pagos anteriormente.

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Entre os papéis com retorno prefixado, o título com prazo em 2023 pagava 4,01% ao ano, ante 4,03% a.a. anteriormente, enquanto o prêmio pago pelo mesmo papel com vencimento em 2026 cedia de 6,17% para 6,18% ao ano.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta quinta-feira (2):

Fonte: Tesouro Direto

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