Renda fixa

Tesouro Direto: taxas de títulos públicos têm alta nesta segunda-feira

Investidores monitoraram cenário político brasileiro e nova onda de contaminações pela Covid-19 ao redor do mundo

Várias notas de cem nas mãos de um homem
(Shutterstock)
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SÃO PAULO – Com investidores monitorando o cenário político brasileiro e o aumento das preocupações com uma segunda onda do coronavírus ao redor do mundo, as taxas dos títulos públicos negociados via Tesouro Direto apresentam alta na tarde desta segunda-feira (11), marcada por novas revisões na Selic no relatório Focus, do Banco Central.

O título indexado à inflação com juros semestrais e vencimento em 2030 pagava uma taxa de 3,93% ao ano, ante 3,89% a.a. na tarde de sexta-feira (8). Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um prêmio anual de 4,47%, ante 4,44% ao ano anteriormente.

Entre os títulos prefixados, o juro do papel com vencimento em 2026 subia de 7,02% para 7,04% ao ano, enquanto o prêmio pago pelo Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031 avançava de 7,97% para 8,02% ao ano.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta segunda-feira (11):

Fonte: Tesouro Direto

Noticiário

Entre os destaques do dia, investidores aguardam a confirmação do veto presidencial à ampliação das categorias de servidores públicos que continuarão a receber reajustes de salários apesar da crise. A medida foi aprovada no Congresso como contrapartida à ajuda do governo aos Estados.

A semana também é marcada pela decisão da Procuradoria Geral da República, que irá decidir se denunciará ou não o presidente Jair Bolsonaro por corrupção passiva privilegiada, obstrução da Justiça e advocacia administrativa, segundo informa o jornal Folha de S. Paulo. O presidente é investigado por tentativa de interferência na autonomia da Polícia Federal.

Já no ambiente externo, os mercados monitoraram hoje uma segunda onda de contaminações pelo coronavírus em países como a Coreia do Sul, o que prejudica os planos de reabertura econômica mesmo dos países que já passaram pelo pico da pandemia. Na Alemanha, a disseminação da Covid-19 voltou a se acelerar e ontem foram registrados 667 novos casos.

Expectativa mais baixa para a Selic

O relatório Focus, do Banco Central, divulgado nesta manhã, mostra que o mercado financeiro voltou a rever suas projeções para a Selic neste ano, estimando ainda menor espaço para a alta dos juros em 2021.

Agora, é esperado que a taxa básica de juros encerre o ano em 2,50%, ante expectativa de 2,75% ao ano no último levantamento. De acordo com o Focus, os juros devem ser cortados em 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em junho.

Já em 2021, a Selic deve encerrar dezembro no patamar de 3,50%, frente estimativa anterior de 3,75%, subindo para 5,50% até o fim de 2022 – sem alterações em relação à última semana.

Em meio à fragilidade da atividade brasileira, a mediana das projeções para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu pela 13ª vez consecutiva, englobando uma expectativa de contração da economia de 4,11% em 2020, ante previsão anterior de retração de 3,76%.

Com relação à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a projeção de alta foi cortada pela nona vez consecutiva, desta vez de 1,97% para 1,76%, em 2020.

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