Renda fixa

Tesouro Direto: taxas de títulos públicos sobem nesta quinta-feira

Mercados repercutem preocupações com a escalada do coronavírus; dólar segue em alta mesmo após intervenção do BC

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam alta na manhã desta quinta-feira (5), com a escalada da disseminação do coronavírus pesando sobre os mercados. Na véspera, as taxas apresentaram queda com novas apostas no corte da Selic.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de pessoas contaminadas pelo vírus já ultrapassou 93 mil. No Brasil, o número de casos confirmados oficialmente chegou a três, enquanto a Califórnia, nos Estados Unidos, declarou estado de emergência após a primeira morte pela Covid-19 ser reportada.

Em meio ao aumento das preocupações sobre uma desaceleração da economia mundial, o dólar seguiu forte e fechou ontem com alta de 1,6%, a R$ 4,5792, com nova máxima intradiária acima de R$ 4,58.

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Diante da valorização da moeda americana, o Banco Central voltou a interferir no câmbio e realizou o leilão de até US$ 1 bilhão em swaps cambiais, depois de já ter vendido US$ 4,5 bilhões em cinco leilões entre os dias 13 e 28 de fevereiro. Por volta das 10h20, contudo, o dólar continuava em alta, de 0,45%, cotado a R$ 4,6004 na compra e R$ 4,6012 na venda.

Após a decisão do Federal Reserve, o banco central americano, de cortar a taxa de juros do país, bem como o comunicado do Banco Central brasileiro, instituições financeiras já apostam em novos cortes na Selic.

É o caso do Bank of America, que anunciou nesta manhã a revisão de sua projeção para a taxa básica de juros em 2020. Agora, o BofA vê a Selic encerrando o ano em 3,50%, com corte de 50 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em março.

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No Tesouro Direto, o título prefixado com vencimento em 2023 pagava 4,85% ao ano, ante 4,79% a.a. na tarde de quarta-feira (4). O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 35,00 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 875,24.

O Tesouro Prefixado 2026, por sua vez, oferecia um prêmio anual de 6,11%, ante 6,06% ao ano anteriormente, enquanto o retorno do título com juros semestrais e vencimento em 2031 subia de 6,72% para 6,76% ao ano.

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Entre os títulos indexados à inflação, o retorno dos papéis com prazos em 2035 e 2045 avançava de 3,26% para 3,31% ao ano. Já o Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2055 pagava 3,48%, ante 3,44% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

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