Renda fixa

Tesouro Direto: taxas de títulos públicos recuam nesta quinta-feira

Investidores monitoraram vacinação e discussões sobre auxílio emergencial no Brasil; no exterior, foco recaiu sobre inflação nos EUA e dados corporativos

Percentual, juros, taxas e Selic
(marchmeena29/GettyImages)

SÃO PAULO – Após a forte alta na sessão passada, as taxas oferecidas pelos títulos públicos negociados via Tesouro Direto apresentavam leve queda na tarde desta quinta-feira (18).

O Tesouro Prefixado com vencimento em 2026 pagava um prêmio anual de 7,28%, ante 7,29% na tarde de ontem. Da mesma forma, o juro pago pelo Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031 cedia de 7,93% para 7,89% ao ano.

Entre os títulos atrelados à inflação, o com vencimento em 2026 pagava uma taxa anual de 2,71% nesta tarde, contra 2,72% anteriormente, enquanto o juro pago pelo Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2040 recuava de 3,76% para 3,74% ao ano.

Já os papéis indexados à Selic para 2024 e 2027 ofereciam remuneração acima da taxa básica de juros de 0,16% e 0,33%, respectivamente, as mesmas da sessão passada.

Confira os preços e as taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto nesta quinta-feira (18):

Fonte: Tesouro Direto

Auxílio emergencial e Covid-19

No Brasil, as atenções recaíram hoje sobre as discussões a respeito de um novo auxílio emergencial para minimizar os impactos econômicos da pandemia.

Mesmo antes da aprovação do Orçamento no Congresso, a área econômica do governo já trabalha com a possibilidade de contingenciar ao menos R$ 10 bilhões, segundo informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

A necessidade de bloqueio pode ser ainda maior, de R$ 20 bilhões, dependendo do espaço orçamentário que parlamentares encontrarem para cortar despesas durante a votação do projeto, prevista para entre o fim de março e o início de abril.

A previsão de corte é indicativo da dificuldade do governo de encontrar saídas para pagar uma nova rodada de auxílio emergencial sem estourar o Orçamento. A medida ganha força no Congresso e, apesar de não ser unanimidade entre a equipe econômica, é tratada como certa.

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Ainda no âmbito político, o plenário da Câmara dos Deputados pode decidir hoje se mantém ou revoga a prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL), aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que foi preso em flagrante após divulgar um vídeo em que fez apologia ao AI-5 (Ato Institucional 5), instrumento de repressão que levou ao fechamento do Congresso na ditadura militar, e em que defendeu a destituição de ministros da Corte.

Já no noticiário de vacinação, a falta de doses de vacinas contra a Covid-19 continua a ampliar o número de capitais que estão suspendendo ou pretendem suspender a vacinação. Até o momento, Campo Grande, Cuiabá, Porto Alegre, Rio e Salvador têm interrupções.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, prometeu ontem entregar aos Estados mais 11,3 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus ainda em fevereiro para permitir a retomada da imunização em locais que ficaram sem doses, mas incluiu na conta 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca que ainda não tiveram o envio confirmado pela Índia.

Pazuello participou de reunião virtual com governadores que solicitaram o encontro para cobrar do ministro um calendário detalhado sobre a entrega de imunizantes e a busca de outros possíveis fornecedores, em meio a uma escassez de doses que levou cidades como Rio de Janeiro, Salvador e Cuiabá a suspenderem a vacinação.

Analistas indicam que o ritmo de vacinação deve ser um dos fatores a determinarem a velocidade de recuperação da economia brasileira em 2021.

Por fim, na agenda de indicadores domésticos, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou inflação de 2,29% na segunda prévia de fevereiro deste ano.

A taxa é inferior à observada na segunda prévia de janeiro (2,37%). Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IGP-M acumula taxa de inflação de 28,64% em 12 meses.

Ainda em relação à inflação, em boletim mensal publicado em seu site, a XP Investimentos informou que passou de 3,50% para 3,90% sua projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021.

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As pressões de alta que pesaram para o ajuste na perspectiva foram o câmbio, até agora mais depreciado do que a corretora esperava, a alta nos preços das commodities, o aumento dos custos de produção de bens duráveis e semiduráveis, a chance da vacinação contra a Covid-19 abrir espaço para reajustes nos serviços e a possibilidade de novas parcelas do auxílio emergencial serem pagas neste ano, alternativa que passou a integrar o cenário base da XP.

Quadro externo

Na cena internacional, os mercados monitoraram as preocupações a respeito de um repique inflacionário nos Estados Unidos, diante do avanço nos preços do petróleo e do aumento no consumo das famílias.

Por lá, serão realizadas hoje audiências para discutir o fenômeno das compras coordenadas de ações de empresas como a GameStop. O Comitê sobre Serviços Financeiros da Câmara de Representantes deverá ouvir os líderes da Melvin Capital e da Robinhood, além do operador Keith Gill, ativo no Reddit.

As atenções também recaíram sobre resultados corporativos referentes ao quarto trimestre de 2020, de companhias como Air France, KLM, Bouygues, Carrefour, EDF, Moncler e Nestlé.

Quanto ao combate ao coronavírus, quase um ano depois que a Organização Mundial da Saúde declarar que o surto do novo coronavírus havia se tornado uma pandemia, surgem alguns sinais positivos.

Novos casos de Covid-19 na semana encerrada em 14 de fevereiro atingiram o menor nível desde outubro, com um total de 2,7 milhões, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

O número ainda representa um aumento de 2,5% em relação ao volume de infecções na semana anterior, mas é o menor avanço desde o início da pandemia e menos da metade da taxa observada um mês antes.

O InfoMoney vai premiar, nos dias 23 e 24 de fevereiro, os gestores de fundos de ações, multimercados, renda fixa e de fundos imobiliários que conseguiram entregar aos investidores retornos com consistência nos últimos três anos.

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