Renda fixa

Tesouro Direto: Taxas de títulos públicos recuam nesta quinta-feira

Investidores repercutem dados dos EUA, monitoram notícias sobre o coronavírus e aguardam falas de Donald Trump

SÃO PAULO – Com investidores repercutindo a reabertura de economias afetadas pelo coronavírus ao redor do mundo e de olho nos Estados Unidos, com dados de seguro-desemprego e falas de Donald Trump, as taxas dos títulos públicos negociados via Tesouro Direto ampliaram as quedas na tarde desta quinta-feira (16).

Entre os títulos com retorno prefixado, o papel com vencimento em 2026 pagava 6,62% ao ano, ante 6,77% a.a. na tarde de quarta-feira (15). Já o Tesouro Prefixado com juros semestrais e prazo em 2031 oferecia um prêmio anual de 7,36%, ante 7,55% ao ano anteriormente.

Nos papéis indexados à inflação, o juro do Tesouro IPCA+2026 cedia de 3,15% para 3,07% ao ano, enquanto o Tesouro IPCA+ com juros semestrais e prazo em 2055 pagava 4,33% ao ano, ante 4,50% a.a. ontem.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta quinta-feira (16):

Fonte: Tesouro Direto

Noticiário

De acordo com o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, foram registrados 5,2 milhões de pedidos de auxílio-desemprego no país na semana passada, resultado levemente abaixo da mediana da expectativa dos economistas consultados pela Bloomberg, que apontava para um aumento a 5,5 milhões de pedidos.

Em meio ao coronavírus, que supera os 636 mil casos na maior economia do mundo, o presidente Donald Trump afirmou que irá revelar hoje diretrizes para relaxar as regras de isolamento nos EUA, citando dados que mostrariam que o surto está encontrando um platô em partes do país.

Na Europa, investidores reagem positivamente aos relaxamento dos lockdowns, com a Alemanha anunciando que estabelecimentos comerciais de menor porte poderão reabrir a partir do dia 20 de abril, se implementarem medidas de higiene adequadas. Já as escolas devem voltar a funcionar no dia 4 de maio.

Por aqui, o presidente Jair Bolsonaro informou nesta tarde a demissão de Luiz Henrique Mandetta do comando do Ministério da Saúde. O movimento era aguardado desde a semana passada e foi confirmado em uma reunião convocada às pressas pelo presidente.

Ontem, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que estados e municípios podem tomar as medidas que acharem necessárias para combater o coronavírus, como isolamento social, fechamento do comércio e outras restrições. Com a decisão, os governadores e prefeitos também poderão definir os serviços essenciais que podem funcionar durante o período da pandemia.

Para auxiliar os setores empresariais mais atingidos pelos efeitos da epidemia do coronavírus, caso de empresas de energia, varejo, companhias aéreas e da cadeia automotiva, bancos como Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Santander, preparam um pacote de socorro.

Também no radar, o Senado aprovou em primeiro turno o texto-base da PEC do “Orçamento de Guerra”, que visa facilitar o aumento de gastos pelo governo federal para enfrentar a Covid-19 e amplia a caixa de ferramentas do Banco Central. A votação em segundo turno será nesta sexta-feira (17).

A PEC, entretanto, terá que voltar à Câmara, onde havia sido aprovada no início do mês, porque senadores alteraram o texto para restringir a possibilidade de o Banco Central comprar títulos privados.

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