Tesouro Direto: meu título “sumiu” da lista de papéis disponíveis para comprar; o que acontece agora?

Ao todo, foram quatro substituições em papéis: entraram o Tesouro Prefixado 2026, Tesouro Selic 2026, Tesouro Selic 2029 e o Tesouro IPCA+ 2029

Bruna Furlani

(Rmcarvalho/Getty Images)
(Rmcarvalho/Getty Images)

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A passagem de ano também trouxe consigo mudanças no Tesouro Direto, que substituiu alguns títulos de prazo mais curto por papéis com vencimento mais longo.

Ao todo, foram quatro substituições: Tesouro Prefixado 2026 (antigo Tesouro Prefixado 2025), Tesouro Selic 2026 (antigo Tesouro Selic 2024), Tesouro Selic 2029 (antigo Tesouro Selic 2027) e Tesouro IPCA+ 2029 (antigo Tesouro IPCA+2026).

Para cada título e indexador, o Tesouro Direto adota referências específicas de prazo mínimo a decorrer até o vencimento. Quando esse prazo dos títulos disponíveis para compra fica inferior ao mínimo estabelecido pela plataforma, ela “roda” o papel.

Com a mudança, uma das perguntas que o investidor pode se fazer é sobre o que isso muda na prática para ele. A diferença reside no fato de que os vencimentos até então disponíveis agora não estarão mais. Então, quem quiser comprar, não vai encontrar aqueles títulos, e sim outros com prazos ligeiramente diferentes.

Na prática, quem adquiriu os títulos que não estão mais disponíveis para compra no Tesouro Direto vai poder resgatar os papéis normalmente, em caso de necessidade, como explicam Camilla Dolle, Mayara Rodrigues e Natalia Moura, da XP, em relatório.

As três especialistas lembram que, caso o investidor precise resgatar o papel antes do vencimento, a compra é garantida pelo próprio Tesouro Direto – sem precisar se preocupar com a liquidez.

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Nesse caso, o ponto de atenção está apenas na marcação a mercado. Se o investidor optar por vender um título prefixado ou atrelado à inflação antes do vencimento, ele será marcado de acordo com os preços e taxas de negociação daquele momento.

Assim, quando o mercado passar a precificar uma alta na curva de juros, por exemplo, a tendência é que as taxas dos títulos públicos subam. Como consequência, o valor dos papéis deve recuar. O contrário também é verdadeiro: se as projeções para a Selic recuarem, as taxas oferecidas nos títulos públicos devem cair – e os preços avançar.