Tesouro Direto: taxas de títulos de inflação sobem para até 5,60% após IPCA-15 de agosto

Prévia da inflação veio acima das expectativas e faz mercado promover mudanças na curva de juros

Leonardo Guimarães

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As taxas dos títulos do Tesouro Direto operam, novamente, em direções opostas nesta sexta-feira (25). Enquanto a rentabilidade dos prefixados cai, a de títulos de inflação tem leve alta.

O assunto do dia é o IPCA-15, a prévia da inflação oficial do Brasil, que veio acima das projeções do mercado. O indicador subiu 0,28% em agosto, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), após ter mostrado deflação de 0,07% em julho.

O consenso de analistas previa inflação de 0,17% em agosto. Andre Fernandes, head de renda variável e sócio da A7 Capital, classifica o dado como “ruim” e diz que “quem apostava em um corte de 0,75 ponto percentual na Selic até o fim do ano pode estar reajustando sua posição”.

As taxas de juros futuros subiam nos vértices mais longos após a notícia, com investidores precificando uma Selic terminal mais alta. A taxa do DI para janeiro de 2025 subia para 10,5% ante 10,4% do ajuste anterior. Já a taxa do DI para 2026 tinha ajuste de 9,96% para 10,06%.

No Tesouro Direto, as taxas foram atualizadas às 9h28, pouco após o anúncio do IPCA-15. A rentabilidade do título atrelado à inflação para 2032 subia de 5,15% para 5,17%, enquanto a do papel para 2040 avançava de 5,35% para 5,36%. A taxa do título mais longo, o IPCA+ 2055 tinha estabilidade em 5,48%.

Já os prefixados mantinham tendência de queda das últimas sessões e a taxa do papel para 2026 caía de 10,10% para 10,07%. A rentabilidade do Tesouro Prefixado 2029 recuava de 10,82% para 10,79%, enquanto a do Tesouro Prefixado 2033 saía de 11,09% para 11,07%.

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Confira os preços e as taxas dos títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto na manhã desta sexta-feira (25):

Rui Costa: PAC vai respeitar limites do arcabouço fiscal

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse que os investimentos do terceira edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não vão ultrapassar de forma nenhuma os limites estabelecidos pelo novo arcabouço fiscal.

O ministro apresentou o planejamento para investimentos de R$ 1,7 trilhão ao longo dos próximos quatro anos, sendo R$ 612 bilhões de investimentos privados, R$ 371 bilhões do orçamento da União, R$ 362 bilhões de financiamentos e R$ 343 bilhões de aportes de estatais.