Prefixados do Tesouro Direto renovam mínimas e caem pelo 2º dia após o 1º turno

Curva de juros volta a ceder com rescaldo do rali da véspera, em movimento apoiado por queda do petróleo e alívio nos títulos americanos nesta terça

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As taxas dos títulos prefixados do Tesouro Direto voltaram a cair na abertura desta terça-feira (6), no segundo pregão depois do primeiro turno das eleições presidenciais. O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 teve a maior queda, de 12,90% para 12,79% ao ano, na comparação com o fechamento de segunda-feira (5). O Prefixado 2032 recuou de 12,81% para 12,71%, e os dois renovaram as mínimas desde que começaram a ser oferecidos. O Prefixado 2029 passou de 12,62% para 12,55%, a menor taxa de abertura do ano.

Com o movimento desta terça, o Prefixado 2032 acumula queda de 150 pontos-base em relação ao fechamento de sexta-feira (2), quando pagava 14,21% ao ano. Na segunda, a queda do Prefixado 2032 e do Prefixado com Juros Semestrais 2037 na abertura foi a segunda maior em um único dia da série histórica do Tesouro Nacional, iniciada em 2005.

Os títulos atrelados à inflação também recuaram nesta terça, mas com menos intensidade. O Tesouro IPCA+ 2050 passou de IPCA + 6,59% para IPCA + 6,51%, e o IPCA+ 2032, de IPCA + 7,00% para IPCA + 6,95%. As taxas seguem acima dos níveis da abertura de segunda, quando o IPCA+ 2050 chegou a IPCA + 6,32%, antes de devolver parte da queda ao longo do dia.

No pregão de segunda, o Ibovespa teve a maior alta diária desde março de 2020, e o dólar caiu 4,12%, a R$ 5. Nesta terça, o mercado acompanha a movimentação política para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Romeu Zema (Novo) declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na segunda, e Ronaldo Caiado (PSD) deve anunciar apoio ao candidato nesta terça, em Goiânia, segundo a Gazeta do Povo. No exterior, os rendimentos dos Treasuries recuavam com a queda do petróleo, e o Brent caía 2,22%, a US$ 98,09 o barril.

Para Ricardo Farias, gestor de renda fixa e multimercado da Fator Administração de Recursos, a reação não foi exagerada diante da surpresa nas urnas. “O que o mercado precifica hoje é a vitória de Flávio Bolsonaro e alternância de poder, um cenário que não estava totalmente nos preços ainda”, afirmou na segunda-feira.

Farias recomendou cautela a quem ainda não entrou no movimento. “O melhor agora é esperar, se não entrou até agora não é momento de entrar em prefixado ou renda variável”, disse. Segundo ele, é preciso “deixar passar essa euforia para ver o que de fato é reprecificação, e o que é ruído”.

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Confira as taxas do Tesouro Direto às 9h23 desta terça-feira (6):

TítuloRendimento AnualVencimento
Tesouro Reserva 2036SELIC01/01/2036
Tesouro Selic 2031SELIC + 0,0866%01/03/2031
Tesouro Prefixado 202912,55%01/01/2029
Tesouro Prefixado 203212,71%01/01/2032
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 203712,79%01/01/2037
Tesouro IPCA+ 2032IPCA + 6,95%15/08/2032
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037IPCA + 6,91%15/05/2037
Tesouro IPCA+ 2040IPCA + 6,64%15/08/2040
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045IPCA + 6,65%15/05/2045
Tesouro IPCA+ 2050IPCA + 6,51%15/08/2050
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060IPCA + 6,54%15/08/2060