Renda fixa

Tesouro Direto retoma negociações e taxas sobem em relação às apresentadas pela manhã

Após apresentarem queda na abertura do dia, taxas de títulos públicos sobem na tarde desta segunda-feira (6)

Várias notas de cem reais na mão de uma pessoa que não aparece na foto.
(Shutterstock)
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SÃO PAULO – O Tesouro Direto retomou suas operações na tarde desta segunda-feira (6), após a suspensão da plataforma de compra e venda de títulos públicos por cerca de uma hora.

Por volta das 16h45, as taxas passaram a subir em relação aos prêmios vistos nesta manhã, porém seguiram menores do que os juros oferecidos na tarde de sexta-feira (3).

Entre os papéis indexados à inflação, o com vencimento em 2026 pagava 3,82% ao ano, ante 3,73% a.a. nesta manhã e 3,85% a.a. na sexta-feira.

Os títulos com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, pagavam um juro real de 4,68% ao ano, ante 4,71% a.a. no pregão anterior. Mais cedo, o papel pagava uma taxa de 4,65% ao ano.

Com relação aos papéis prefixados, o juro do papel com vencimento em 2026 cedia de 7,69% para 7,50% ao ano nesta tarde, enquanto o Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031 pagava 8,15%, ante 8,36% a.a. na sexta-feira.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta segunda-feira (6):

Fonte: Tesouro Direto

Selic mais baixa em 2020

Economistas consultados para o relatório Focus, do Banco Central, veem agora um corte de meio ponto percentual da Selic em maio, dos atuais 3,75% para 3,25% ao ano. Na semana anterior, a previsão era de redução para 3,50%. Para 2021, a projeção de alta para a Selic também foi revista para baixo, de 5,00% para 4,75% ao ano.

Com relação à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a projeção de alta foi cortada pela quarta vez consecutiva, de 2,94% para 2,72%, em 2020, e de 3,57% para 3,50%, em 2021.

O mesmo aconteceu com as perspectivas para a expansão do PIB brasileiro, cuja mediana das projeções recuou pela oitava vez consecutiva, englobando uma visão mais pessimista. Agora, os economistas veem uma contração da economia brasileira de 1,18% neste ano, ante expectativa de retração de 0,48%. Não houve, porém, alterações para 2021, quando a atividade deverá crescer 2,50%.

Noticiário

Entre os destaques do dia, os mercados têm um sentimento de alívio com notícias de que as infecções e as mortes pelo coronavírus desaceleraram neste fim de semana na Espanha e na Itália, mostrando a eficácia das medidas de quarentena. A Itália registrou no domingo 525 mortes pela Covid-19, menor número diário de óbitos desde 19 de março, quando a epidemia explodiu na Lombardia.

Ainda no cenário externo, investidores têm grandes expectativas para um acordo entre a Rússia e a Arábia Saudita, apesar de a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), que estava marcada para hoje, ter sido adiada.

No Brasil, na continuidade de medidas para minimizar os impactos da Covid-19, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na sexta-feira a chamada PEC do “orçamento de guerra” (PEC 10/20), que permite a separação do orçamento e dos gastos realizados para o combate à pandemia do orçamento geral da União.

O objetivo é criar um regime extraordinário para facilitar a execução do orçamento relacionado às medidas emergenciais, afastando possíveis problemas jurídicos para os servidores que processam as decisões sobre a execução orçamentária. Agora, o texto precisa ser votado pelo Senado.

Outra proposta do governo em meio à pandemia é a compra direta, pelo Banco Central, de carteiras de crédito e títulos das empresas, fazendo chegar à economia os recursos liberados por Brasília e evitar o “empoçamento” do dinheiro, permitindo aos empresários o acesso aos estímulos.

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