Relatório do Banco Central

Selic deve cair a 3,25% ao ano em maio e PIB deve ter retração de 1,18% em 2020, aponta Focus

Mercado vê corte de meio ponto percentual da taxa básica de juros na próxima reunião do Copom; aumento da Selic em 2021 também deverá ser menor

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SÃO PAULO – Diante da escalada do número de infectados pela Covid-19 e do efeito recessivo do vírus na economia brasileira, o mercado financeiro vê espaço para um corte ainda maior da Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em maio, levando a taxa básica de juros dos atuais 3,75% para 3,25% ao ano, ante previsão anterior de corte para 3,50%. É o que mostra o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira (6). Para 2021, a projeção de alta também foi revista para baixo, de 5,00% para 4,75% ao ano.

Em meio a medidas de isolamento social visando minimizar a disseminação do coronavírus, as expectativas para inflação e crescimento da economia do país voltaram a ser reduzidas. Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a projeção de alta foi cortada pela quarta vez consecutiva, de 2,94% para 2,72%, em 2020, e de 3,57% para 3,50%, em 2021.

O mesmo aconteceu com as perspectivas para a expansão do PIB brasileiro, cuja mediana das projeções recuou pela oitava vez consecutiva, englobando uma visão mais pessimista. Agora, os economistas veem uma contração da economia brasileira de 1,18% neste ano, ante expectativa de retração de 0,48%. Não houve, porém, alterações para 2021, quando a atividade deverá crescer 2,50%.

No que tange às previsões para o mercado cambial, o relatório Focus revelou que a estimativa para o dólar se manteve em R$ 4,50, em 2020, com alta de R$ 4,30 para R$ 4,40, ao fim de 2021.

Top 5

Entre os economistas que mais acertam as previsões, reunidos na categoria “Top 5” do relatório Focus, as estimativas para a Selic e inflação também foram reduzidas.

Agora, o grupo “Top 5 médio prazo” projeta a Selic encerrando este ano em 3,00% e o próximo, em 4,00% ao ano. Antes, as expectativas para a taxa básica de juros eram de 3,13% a.a. e 4,50% a.a., respectivamente. Para 2022, a projeção de alta também foi reduzida, de 6,00% para 5,75% ao ano.

Já para a inflação medida pelo IPCA, as expectativas são de alta de 2,59% do IPCA em 2020, ante 2,96% anteriormente, e de 3,56% para 2021, ante projeção passada de 2,62%.

Houve ainda queda na previsão para o dólar em 2020, de R$ 4,90 para R$ 4,85, com a moeda encerrando 2021 em R$ 4,70, ante a estimativa anterior de R$ 4,90.

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