Renda fixa

Taxas de títulos do Tesouro Direto têm queda na manhã desta quarta-feira

Investidores monitoraram alta dos preços dos alimentos no Brasil, cena política e suspensão de estudos sobre vacina contra a Covid-19

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados via Tesouro Direto apresentavam queda na tarde desta quarta-feira (9).

O título com retorno indexado à inflação com juros semestrais e vencimento em 2040 pagava uma taxa de 3,71% ao ano, ante 3,74% a.a. na tarde de terça-feira (8). Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um prêmio anual de 3,72%, frente 3,75% a.a. anteriormente.

Entre os títulos com retorno prefixado, o juro do papel com vencimento em 2023 cedia de 4,15% para 4,10% ao ano, enquanto o prêmio anual oferecido pelo mesmo papel com prazo em 2026 recuava de 6,51% para 6,49% ao ano.

No câmbio, o dólar operava em queda de 1,3% ante o real, cotado a R$ 5,29 por volta das 15h50.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta quarta-feira (9):

Fonte: Tesouro Direto

Alta dos preços

Os investidores seguiram monitorando hoje a alta do preço dos alimentos no Brasil, que está sendo provocada pela desvalorização do real frente ao dólar e pela forte demanda externa de alimentos, principalmente da China.

Para conter o movimento inflacionário, o presidente Jair Bolsonaro pretende zerar o imposto de importação dos produtos, segundo o jornal Folha de S.Paulo. A ideia é propor à Câmara de Comércio e Exterior zerar a alíquota de importação do arroz vindo de países fora do Mercosul.

Em agosto, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,24%, em linha com a expectativa dos economistas consultados pela Bloomberg.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as maiores variações partiram dos transportes (+0,82%) e do segmento de alimentação e bebidas, com alta de 0,78%. Este foi o maior resultado para um mês de agosto desde 2016, quando a inflação foi de 0,44%.

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No ano, o indicador acumula alta de 0,70%.

Cena política

O mercado também acompanhou o tema da prorrogação da desoneração da folha de pagamento, que gerou um impasse entre o governo e o Congresso. A medida acabaria no fim de dezembro, mas foi prorrogada pelo Congresso por mais um ano para incentivar a manutenção de empregos.

A iniciativa, no entanto, foi vetada pelo presidente Jair Bolsonaro. Sem acordo com parlamentares, a sessão para apreciar o veto já foi adiada várias vezes. Por enquanto, a perspectiva é que o veto seja analisado semana que vem, de acordo com o jornal O Globo.

Integrantes da equipe econômica já admitem a hipótese de abrir espaço no Orçamento para mais um ano do regime. Agora, o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), já vê a chance de uma derrubada negociada do veto.

Quadro internacional

No cenário externo, o presidente americano Donald Trump sinalizou que poderá proibir a importação de produtos que utilizem algodão da região de Xinjiang, na China. Segundo o jornal americano New York Times, o motivo está relacionado à questão de violação de direitos humanos na região.

Destaque ainda para a suspensão dos estudos clínicos da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, e que está sendo testada também no Brasil. O motivo é a suspeita de reação adversa grave em um dos voluntários participantes no Reino Unido

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