Renda fixa

Título paga a inflação mais 3,39% ao ano nesta sexta-feira; confira as taxas do Tesouro Direto

Em dezembro, o IPCA subiu 1,15% na comparação mensal, o maior resultado para o mês desde 2002

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SÃO PAULO – As taxas oferecidas pelos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentaram queda na tarde desta sexta-feira (10). Pela manhã, as taxas subiram refletindo dados de inflação acima do esperado.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro subiu 1,15% na comparação mensal – o maior resultado para o mês desde 2002, quando o IPCA ficou em 2,10%. Pressionado pelo preço da carne bovina, o índice ficou acima da expectativa dos economistas compilada pela Bloomberg, que era de um avanço de 1,08%.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA subiu 4,31% em 2019, levemente acima do centro da meta do Conselho Monetária Nacional (CMN), de 4,25%.

Nos Estados Unidos, o relatório de emprego mostrou a criação de 145 mil postos de trabalho em dezembro, abaixo da estimativa de 160 mil novas vagas. Ainda segundo o Departamento de Trabalho dos EUA, a taxa de desemprego ficou em 3,5%, em linha com a expectativa de analistas do mercado consultados pela Bloomberg.

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No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com juros semestrais e vencimento em 2050 oferecia uma taxa anual de 3,50%, ante 3,51% ao ano na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 48,89 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação), ou adquirir o título integralmente por R$ 4.889,97.

Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, pagavam a inflação mais 3,39% ao ano, ante 3,41% a.a. anteriormente.

Entre os títulos prefixados, as taxas também recuavam. O retorno do Tesouro Prefixado 2022 cedia de 5,14% para 5,12% ao ano, enquanto o Tesouro Prefixado 2025 recuava de 6,37% para 6,36% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

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