Inflação

Inflação medida pelo IPCA acelera em dezembro e fecha 2019 em 4,31%, acima do centro da meta

Em dezembro, inflação subiu 1,15%; a expectativa mediana dos economistas compilada no consenso Bloomberg era de um avanço para 1,08%

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SÃO PAULO – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro subiu 1,15% na comparação mensal. Este foi o maior resultado para um mês de dezembro desde 2002, quando o IPCA ficou em 2,10%. Considerando todos os meses, o IPCA de dezembro foi o mais elevado desde junho de 2018, quando a greve de caminhoneiros levou o índice a um avanço de 1,26%.

A expectativa mediana dos economistas compilada no consenso Bloomberg era de um avanço para 1,08% em dezembro na comparação  mensal, depois de ter ficado em 0,51% na medição anterior.

No ano, o IPCA subiu 4,31%, levemente acima do centro da meta do Conselho Monetária Nacional (CMN) de 4,25%. Para o ano, a projeção Bloomberg era de alta de 4,24%.

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A inflação ficou acima do centro da meta, mas dentro do limite de variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Pela meta estabelecida, a inflação poderia ficar entre 2,75% e 5,75%.

O índice, que é o medidor oficial de inflação acompanhado pelo Banco Central, foi divulgado nesta sexta-feira (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A maior pressão na inflação em dezembro veio das carnes, que tiveram alta de 18,06% na base mensal, que contribuiu com o maior impacto individual no IPCA de dezembro (0,52 p.p.).

O IPCA de 2019 foi o maior desde 2016, quando a inflação foi de 6,29%.

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