Renda fixa

Taxas de títulos do Tesouro Direto sobem após ata do Copom

Ata divulgada pelo Banco Central reforça que estágio do ciclo econômico sugere cautela na condução da política monetária

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SÃO PAULO – As taxas oferecidas pelos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam alta na tarde desta terça-feira (17).

O mercado repercute a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, realizada na semana passada. O documento, divulgado nesta manhã, endossa a cautela na condução da política monetária para 2020, diminuindo a possibilidade de cortes mais agressivos na Selic, a taxa básica de juros da economia.

A ata destaca que a economia ganhou tração, mas observa que a ociosidade das fábricas e o desemprego reduzem as pressões inflacionárias.

De acordo com os membros do Copom, a conjuntura econômica prescreve uma política monetária estimulativa, isto é, de juros baixos. Eles afirmam, no entanto, que o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela. “O Comitê enfatiza que seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”, escreve o Comitê.

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No Tesouro Direto, o título com rendimento prefixado e vencimento em 2022 pagava um prêmio anual de 5,37%, ante 5,28% ao ano na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 35,97 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) para investir no papel, ou adquirir o título integralmente por R$ 899,36.

Já o Tesouro Prefixado 2025 pagava 6,57% ao ano, ante 6,47% a.a. anteriormente.

A alta nas taxas também era encontrada nos títulos indexados à inflação, como o Tesouro IPCA+2024, que pagava uma taxa anual de 2,31%, ante 2,24% a.a. mais cedo. Nos papéis com prazos em 2035 e 2045, a taxa subia de 3,26% para 3,31% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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O que muda com Selic a 4,5% ao ano?

Com juros na mínima histórica, produtos com retornos pós-fixados, indexados ao CDI, estão rendendo cada vez menos, assim como a rentabilidade da caderneta de poupança, que é atrelada à Selic, está menor.

Nos últimos 12 meses até novembro, a caderneta rendeu 4,7%. Agora, com a Selic em 4,5% ao ano, o retorno da poupança passa a ser de 3,15% ao ano e segue perdendo para outras aplicações.

Um produto de renda fixa com retorno equivalente a 100% do CDI rende perto de 5,6% neste ano. Descontada a maior alíquota de Imposto de Renda, de 22,5%, a rentabilidade cai para 4,3%, ainda bem superior à da caderneta.

O InfoMoney conversou com especialistas em investimentos para entender quais as oportunidades hoje na renda fixa com juros mais baixos. Confira a matéria completa aqui.