Renda fixa

Taxas de títulos do Tesouro Direto operam sem direção definida após IPCA-15 acima do esperado

Inflação atingiu 0,81% em novembro, acima da alta de 0,72% esperada e o maior valor para o mês desde 2015

Crédito: Shutterstock

SÃO PAULO – Os títulos públicos negociados via Tesouro Direto operavam sem direção definida na tarde desta terça-feira (24), em dia de dados de inflação acima do esperado.

O título prefixado com vencimento em 2023 pagava um prêmio anual de 5,41%, ante 5,40% na tarde de ontem. A taxa paga pelo mesmo papel com prazo em 2026, por sua vez, recuava de 7,76% para 7,71% ao ano.

Entre os papéis indexados à inflação, o com vencimento em 2026 pagava uma taxa anual de 3,04%, ante 3,03% no pregão anterior. Já o juro pago pelo Tesouro IPCA+ 2035 cedia de 4,26% para 4,21% ao ano.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta terça-feira (24):

Fonte: Tesouro Direto

IPCA-15 e auxílio emergencial

Entre os destaques do dia, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – Base 15 (IPCA-15) registrou inflação de 0,81% em novembro na comparação mensal, acima da alta de 0,72% esperada pelos economistas consultados pela Bloomberg. Esse foi o maior valor para o mês desde 2015 (0,85%).

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo com maior influência no índice no mês (0,44 p.p.) foi alimentação e bebidas (2,16%), que acumula alta de 12,12% no ano.

Com o aumento da pressão inflacionária e dos gastos públicos, o mercado financeiro se preocupa com uma possível prorrogação do auxílio emergencial para além de dezembro.

Matéria do jornal Valor Econômico publicada nesta manhã afirma que a eleição da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados tem como um dos focos de disputa visões diferentes sobre o auxílio emergencial.

O Centrão, do candidato a presidente da Casa, Artur Lira (PP-AL), defende que o auxílio emergencial não se encerre no final de dezembro, como planejado, e seja prorrogado até fevereiro.

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Para levar a proposta a cabo, contudo, Lira esbarraria no atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), seu adversário. Maia já se disse contrário à prorrogação do auxílio.

Ontem, durante videoconferência com investidores, o ministro da Economia Paulo Guedes afirmou que o auxílio emergencial não deverá ter uma nova prorrogação e será extinto no fim do ano.

“Os fatos são que a doença cedeu bastante e a economia voltou com muita força. Do ponto de vista do governo, não existe prorrogação de auxílio emergencial”, afirmou o ministro.

Durante o encontro virtual, Guedes reconheceu a pressão política por uma nova prorrogação do benefício, mas afirmou que o governo atuará com “evidências empíricas”.

“Evidente que há muita pressão política para isso acontecer. É evidente que tem muita gente falando em segunda onda, etc. e nós estamos preparados para reagir a qualquer evidência empírica. Se houver uma evidência empírica, o Brasil tiver de novo mil mortes, tiver uma segunda onda efetivamente, nós já sabemos como reagir, já sabemos os programas que funcionaram melhor”, disse.

Quadro internacional

Na cena externa, os mercados monitoraram o início da transição formal de governo para o democrata eleito Joe Biden. O atual presidente, Donald Trump, sustenta sem provas que a eleição foi fraudada e, nas últimas semanas, hesitava em autorizar a transição.

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As atenções recaíram ainda sobre a vacina Sputnik V, da Rússia, que apresentou mais de 95% de eficácia, segundo a fabricante, e é uma das mais baratas até agora, com preço estimado em menos de R$ 55 por dose.

As vacinas da Oxford/AztraZeneca, da Pfizer/BioNTech e da Moderna também tiveram resultados acima de 90%, o que sustenta o otimismo com o início de uma imunização global em breve.

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