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Depois de lançar uma memecoin, oferecer um jantar para investidores cripto na Casa Branca e acelerar a regulação favorável ao setor de ativos digitais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agora está ligado a um ETF de Bitcoin. Nesta semana, sua empresa Trump Media and Technology Group anunciou que submeteu à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) documentos para tirar o projeto do papel.
Para Eric Balchunas, analista sênior de ETFs na Bloomberg Intelligence, é uma situação “surreal” ver o nome de um presidente associado a um fundo de índice. Ele estima quase 100% de chances de o novo produto ser listado ainda este ano ou no próximo, mas acredita que o impacto será limitado.
O fundo será chamado de Truth Social Bitcoin ETF e terá como custodiaste a Crypto.com. Tecnicamente, não cita o presidente, mas o nome dele aparece no prospecto como proprietário final.
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“É uma situação surreal, mas o ETF não tem nada de novo. ETFs à vista de Bitcoin já foram aprovados. Imagino que saia ainda este ano ou no início do próximo”, disse em entrevista para o InfoMoney.
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Segundo Balchunas, o fundo não deve chamar tanta atenção porque está chegando muito tarde ao mercado. Ser o primeiro é crucial, falou, mas mesmo com marca forte ou taxa menor, entrar atrasado dificulta muito.
“A liquidez inicial será baixa. Pode chegar a algumas centenas de milhões e ser rentável, mas não chegará perto dos líderes como IBIT (o ETF da gigante BlackRock). Só teria apelo maior para quem quiser apoiar politicamente a marca, mas, em ETFs, a maioria investe pelo bolso, não pela ideologia”.
O iShares Bitcoin Trust (IBIT), lançado pela BlackRock em janeiro de 2024, já captou US$ 96,6 bilhões em pouco mais de um ano e meio, com forte participação institucional. O movimento ajudou o Bitcoin a renovar sua máxima histórica várias vezes ao longo dos últimos meses.
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ETF e Bitcoin – um casal poderoso
Para Balchunas, o encontro entre ETFs e Bitcoin resultou em uma tempestade perfeita no mercado financeiro, combinando a praticidade e baixo custo da estrutura dos fundos com o apelo e a escassez da maior criptomoeda do mundo.
“São como um casal poderoso disruptivo. ETFs são extremamente eficientes e amigáveis, e o Bitcoin é interessante e único. A combinação foi explosiva”.
Ele lembrou que setor de ETFs de Bitcoin já é quase tão grande quanto o de fundos de índice de ouro, com apenas um ano e meio de mercado. Atualmente, os 12 ETFs de BTC listados nos EUA somam US$ 158,64 bilhões, o equivalente a 6,48% da capitalização total do BTC.