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Tenho R$ 200 para investir por mês; onde devo aplicar?

Não, não é preciso ter muito dinheiro para começar a investir

Dinheiro bolsa
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Não é preciso ter muito dinheiro para começar a investir. Na verdade, alguns investimentos permitem aplicações mínimas de R$ 30, como é o caso do Tesouro Direto.

Para ajudar o pequeno investidor a encontrar as melhores aplicações, o InfoMoney conversou com Daniel Zamboni, assessor de investimentos na BR Invest, que dividiu algumas opções entre os três perfis de investidores (conservador, moderado e arrojado).

Ele explica que muitas pessoas costumam dar o primeiro passo nos investimentos através dos títulos públicos, que permitem a fuga do baixo rendimento da caderneta de poupança e a aplicação de pequenos valores.

A quantia de R$ 200 não permite de imediato o acesso à maior parte dos papéis de renda fixa disponíveis no mercado, como CDBs (Certificado de Depósito Bancário), LCIs e LCAs (Letras de Crédito Imobiliárias e do Agronegócio), entre outros - nestes, o valor mínimo para aplicação é normalmente superior a R$ 5 mil. Mas uma opção é investir nos títulos do Tesouro e resgatá-los quando o montante necessário para migrar de investimento for obtido.

Perfil Conservador

Para o investidor conservador, Zamboni destaca o investimento no Tesouro Selic, que possui alta liquidez e acompanha a Selic, nossa taxa de juros. Nele, o investidor pode aplicar um valor mínimo de R$ 99,05.

O assessor também cita dois fundos de investimento disponíveis na plataforma da XP Investimentos que, embora possuam um mínimo inicial de R$ 1 mil, permitem movimentações mínimas mais acessíveis. São eles o Rio Bravo Crédito Privado FI Renda Fixa (com movimentação mínima de R$ 100 e ganhos de 103,59% do CDI nos últimos 12 meses), e o Valora Absolute FIRF Crédito Privado Longo Prazo, sem movimentação mínima e rentabilidade de 112,24% do CDI.

“Umas das alternativas mais acessíveis para os pequenos investidores são os fundos de investimentos, pois a gestão é feita de forma profissional e o aplicador ainda colhe o benefício da diversificação nos investimentos”, diz.

Perfil Moderado

O investidor que já aceita um pouco mais de risco pode optar pelos títulos prefixados (taxa definida no momento da aplicação) e pelo Tesouro IPCA+ (permite manutenção do poder de compra). Ambos os tipos de papéis são líquidos - ou seja, permitem movimentações antes do vencimento - mas podem sofrer oscilações nas taxas caso venda antes da data final.

Para este perfil, também ha fundos disponíveis. É o caso do Selection FIC FI Renda Fixa CP LP (inicial mínimo de R$ 500 e movimentação mínima de R$ 100), com rendimento de 114,34% do CDI nos últimos 12 meses; e do Brasil Plural Crédito Corporativo II FIC FIRF CP LP, com inicial mínimo de R$ 3 mil, movimentação mínima de R$ 100 e ganhos de 115,43% do CDI.

Perfil Arrojado

Na opinião de Zamboni, investidores que já possuem mais estômago para aguentar alta volatilidade dos ativos podem aplicar em ações diretamente pelo mercado fracionário. “O ideal é que o investidor procure uma assessoria e se atente às taxas, que podem inviabilizar a aplicação”, lembra.

Para investidores de perfil mais arrojado, o assessor de investimentos encontrou opções de fundos com movimentação mínima de R$ 100 no Mirae Asset Discovery Ações Dividendos FI e no Selection Renda Variável FIC FIM, ambos disponíveis na plataforma da XP. Para investir, clique aqui.

Enquanto o primeiro possui uma aplicação mínima inicial de R$ 5 mil, o que requer um maior planejamento financeiro, o segundo permite aplicar inicialmente um mínimo de R$ 500. Ambos, por serem mais arriscados, ofereceram nos últimos 12 meses, rentabilidades maiores: 238,95% e 227,08%, respectivamente.

 

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