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A disputa presidencial de 2026 está “pau a pau”, afirma Gustavo Salomão, sócio-fundador da Norte Asset Management. Para o gestor, o mercado financeiro exagera no pessimismo atual ao considerar o cenário eleitoral como definido ou desastroso.
Salomão destaca que o quadro de hoje é muito mais equilibrado do que o registrado há quatro anos. Em 2022, Lula liderava com folga; agora, pesquisa aponta o presidente com 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro.
O otimismo do início do ano, que atraiu R$ 60 bilhões em investimentos estrangeiros, deu lugar à cautela recente. Contudo, o gestor acredita que o “pêndulo” do humor do mercado ainda pode retornar à medida que o cenário evoluir.
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A avaliação foi feita no podcast Stock Pickers, apresentado por Lucas Collazo.
Concurso de beleza do menos feio
A eleição é descrita por Salomão como um “concurso de beleza do menos feio” devido à alta rejeição de ambos os polos. Para ele, nada está decidido e novas alianças ou escândalos podem alterar o tabuleiro político.
Apesar da visão eleitoral menos trágica, o cenário fiscal preocupa o diretor da Norte Asset. Ele aponta que a dívida pública brasileira saltou de 30% do PIB em 2003 para o patamar atual de 80%.
A combinação de déficit elevado e juros reais altos gera um crescimento contínuo do endividamento. Salomão alerta que o país se aproxima de um inevitável “choque com a realidade”, que exigirá medidas severas.
O ajuste das contas públicas
A tarefa de ajustar as contas públicas ficará para o vencedor de 2026, seja Lula ou um nome de direita. Uma eventual alternância de poder poderia trazer novo ânimo ao mercado pela renovação da equipe econômica.
O gestor pondera que as pesquisas podem apresentar um leve viés à esquerda devido às amostras utilizadas. Ao ajustar essa percepção, a disputa torna-se ainda mais acirrada e totalmente indefinida para o futuro.
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