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Puxadas por debêntures, emissões de valores mobiliários atingem recorde e somam R$ 722 bilhões em 2021

Valor é 67% superior ao registrado no ano anterior. Só em debêntures, captação foi de R$ 251 bilhões

Por  Katherine Rivas -

Em 2021, o mercado de capitais emitiu R$ 722,2 bilhões em valores mobiliários, valor puxado principalmente por debêntures (títulos de dívida) e ações. O valor é recorde para um ano, segundo dados do Boletim Econômico da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Olhando para 2020, por exemplo, o montante de emissões no mercado de capitais somou R$ 433,1 bilhões. Em 2019, o valor foi R$ 473,5 bilhões.

As debêntures – instrumentos de dívida utilizados pelas empresas para captar recursos no mercado de capitais – foram o principal destaque, somando R$ 251 bilhões que responderam por 35% de todo o valor emitido em 2021.

O valor praticamente dobrou em relação a 2020, quando as emissões de debêntures foram de R$ 121,2 bilhões.

Na segunda posição estão as ações, responsáveis por R$ 130,7 bilhões emitidos em 2021, valor superior aos R$ 118,6 bilhões verificados em 2020.

E na terceira posição estão os Fundos de Investimentos em Participações (FIP) responsáveis por R$ 106,3 bilhões no ano passado.

O ativo com menor representatividade nas emissões de 2021 foi o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio), que respondeu por R$ 24,9 bilhões.

Ofertas

O número de ofertas restritas – disponíveis apenas para investidores profissionais e reguladas pela instrução CVM 476 – foi de 2.369 em 2021, totalizando R$ 592,6 bilhões.

No quarto trimestre de 2021, este tipo de oferta foi responsável por R$ 233 bilhões, número muito superior aos R$ 87 bilhões registrados no mesmo período em 2020.

Já o número de ofertas públicas, tanto as realizadas na abertura de capital de empresas quanto nas novas captações feitas por empresas já listadas, e regulados pela instrução ICVM 400, foi de 165, totalizando R$ 129,3 bilhões.

“O número de companhias abertas com registro ativo totalizou 765, um crescimento de 13% no ano, o maior da série histórica”, afirmou Bruno Luna, Chefe da Assessoria de Análise Econômica e Gestão de Riscos (ASA/CVM).

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Fonte: CVM

 

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