Renda fixa

Prefixados pagam 6,51% ao ano nesta quarta-feira; confira taxas e preços do Tesouro Direto

Taxas de títulos públicos recuam mesmo após dados fortes de inflação

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Várias notas de cem nas mãos de um homem
(Shutterstock)

SÃO PAULO – As taxas oferecidas pelos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam leve queda na tarde desta quarta-feira (18), após subirem pela manhã com dados fortes de inflação.

Entre os indicadores, o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 2,06% na segunda prévia de dezembro (21 de novembro a 10 de dezembro), informou a Fundação Getúlio Vargas nesta manhã. O dado havia caído 0,01% no mesmo período do mês anterior.

Pressionado pelo preço das carnes, o índice superou a mediana das estimativas levantadas pela Bloomberg, de 1,83%. Com o resultado, o índice acumula alta de 7,27% em 2019.

Na véspera, as taxas dos títulos públicos também subiram após a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que endossou cautela na condução da política monetária para 2020, reduzindo a possibilidade de cortes mais agressivos na Selic, a taxa básica de juros da economia.

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No Tesouro Direto, o título com rendimento prefixado e vencimento em 2022 pagava um prêmio anual de 5,30%, ante 5,40% ao ano na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 36,03 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) para investir no papel, ou adquirir o título integralmente por R$ 900,76.

Já o Tesouro Prefixado 2025 pagava 6,51% ao ano, ante 6,61% a.a. anteriormente.

A alta nas taxas também era encontrada nos títulos indexados à inflação, como o Tesouro IPCA+2024, que pagava uma taxa anual de 2,34%, ante 2,35% a.a. mais cedo. Nos papéis com prazos em 2035 e 2045, a taxa cedia de 3,36% e 3,35% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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O que muda com Selic a 4,5% ao ano?

Com juros na mínima histórica, produtos com retornos pós-fixados, indexados ao CDI, estão rendendo cada vez menos, assim como a rentabilidade da caderneta de poupança, que é atrelada à Selic, está menor.

Nos últimos 12 meses até novembro, a caderneta rendeu 4,7%. Agora, com a Selic em 4,5% ao ano, o retorno da poupança passa a ser de 3,15% ao ano e segue perdendo para outras aplicações.

Um produto de renda fixa com retorno equivalente a 100% do CDI rende perto de 5,6% neste ano. Descontada a maior alíquota de Imposto de Renda, de 22,5%, a rentabilidade cai para 4,3%, ainda bem superior à da caderneta.

O InfoMoney conversou com especialistas em investimentos para entender quais as oportunidades hoje na renda fixa com juros mais baixos. Confira a matéria completa aqui.