O que o fim do ano reserva para os investidores na bolsa? Analistas respondem

Analistas estão otimistas sobre o mercado brasileiro no final do ano

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SÃO PAULO – 2013 está sendo um ano de grandes emoções para os investidores na bolsa brasileira. Após um primeiro semestre assustador, com quedas acumuladas no Ibovespa que chegaram a 26,10% no acumulado do ano, com o pior fechamento no dia 3 de julho, o segundo semestre reservou uma boa recuperação para os investidores. Daquele dia até o fechamento do dia 23 de outubro o índice já acumulou uma alta de 23,08%. Com tanta volatilidade, o que o fim do ano pode reservar para os investidores na bolsa?

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O analista chefe da SLW Investimentos, Pedro Galdi, acredita que a tendência geral nesse final de ano para o mercado brasileiro é de alta. O analista destaca que, no cenário internacional, a China conseguiu estabilizar seu pouso suave e a Europa mostra sinais de recuperação.

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João Pedro Brugger, analista da Leme Investimentos, ressalta que a escolha de Janet Yellen para a chefia do Fed nos EUA também pode acalmar os ânimos do mercado internacional, uma vez que ela tem uma visão parecida com a do atual presidente da instituição, Ben Bernanke.

O principal desafio no cenário nacional, segundo Galdi, são os juros elevados e a inflação constantemente alta. O analista afirma ainda que outro fator que deve interferir no mercado no final do ano é a questão do teto da dívida dos EUA, que foi postergada para o início de 2014.

Ainda no cenário doméstico, Brugger espera que a temporada de resultados do terceiro trimestre do ano seja melhor do que a passada, por conta do recente bom desempenho da economia nacional.

Sobre os setores que podem ser boas apostas para o investidor que deseja um final de ano tranquilo na bolsa, o analista da SLW menciona o setor de consumo e varejo. “A tendência para esse setor é positiva, inclusive por conta das festas de fim de ano que aumentam o consumo das famílias”, afirma Galdi.

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No setor, o analista destaca a Hypermarcas (HYPE3), Lojas Marisa (AMAR3), Natura (NATU3), Lojas Renner (LREN3) e o Pão de Açúcar (PCAR4) como boas escolhas para o investidor.

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Outros setores que Galdi destaca são o de Educação, Bancário e de Autopeças. “As ações de empresas educacionais sofreram muita queda e voltaram para o radar agora”, ressalta. Nesse setor, os destaques são Kroton (KROT3) e Anhanguera (AEDU3).

Já em relação aos setores que o investidor deve ficar mais distante no final do ano, Brugger destaca o de siderurgia, que, segundo ele, teve uma grande alta no curto prazo sem que houvesse melhora nos fundamentos, e o de construção civil, que o analista não vê um cenário animador no futuro próximo.