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O que você deve saber antes de optar por um fundo de investimento

Taxas, regulamento, tipo do fundo: para ter sucesso na aplicação, é importante se atentar a vários pontos antes de investir

óculos sobre jornal - mercado de ações - imprensa
(Getty Images)

SÃO PAULO - Multimercados, Renda Fixa, Referenciado, Cambial, Ações. Existem diversos tipos de fundos no mercado brasileiro, para todos os gostos e perfis de risco.

Mas diante deste vasto leque de opções, com tantas categorias e milhares de fundos disponíveis para aplicação, muitos investidores ficam na dúvida sobre como escolher o fundo que mais se adequa às suas expectativas.

De acordo com especialistas, é importante se atentar para alguns pontos importantes antes de escolher um fundo de investimento.  “Em primeiro lugar, é preciso identificar se o fundo se adequa ao nível de risco que você está disposto a correr", afirma o analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger.

Para aquelas pessoas que são mais conservadoras, por exemplo, investir a maior parte do seu dinheiro em fundos de ações é um erro. O investidor até pode ter alguma exposição no mercado acionário, mas o ideal é que a maior parte dos seus recursos fiquem alocados em fundos menos arriscados.

Neste caso, o ideal seria procurar pelos fundos de curto prazo ou os referenciados no DI. Este último, apesar de bastante conservador, não tem oferecido boa rentabilidade por conta da recente queda das taxas de juros.

Já em relação aos fundos de renda fixa, é preciso ter uma atenção maior. Apesar do nome, alguns fundos classificados como renda fixa podem ter uma volatilidade grande e, em alguns casos, dependendo do prazo da aplicação, podem até terminar com rentabilidade negativa. Foi o que aconteceu no mês de junho com os fundos Renda Fixa Índices, que terminaram o mês com rentabilidade média negativa de 0,08%.

Apesar disso, no acumulado de 6 meses, esses fundos renderam 10,43% - ou seja, é importante se atentar para o prazo do investimento e para a volatilidade destes fundos.  

Olhar a rentabilidade passada?
O disclaimer (aviso ou referência) de todos os fundos de investimentos trazem a informação: Rentabilidade passada não é garantia de ganhos futuros. Isto, de fato, vale para qualquer tipo de investimento, afinal, não dá para garantir que uma aplicação trará bons resultados no futuro apenas porque anteriormente isso aconteceu.

Mas no caso dos fundos de investimentos, é importante olhar o histórico de rentabilidade para analisar a capacidade do gestor e verificar se aquele fundo têm conseguido entregar resultados satisfatórios nos últimos meses. “Qual foi o desempenho desse fundo no passado? Teve uma boa rentabilidade? É preciso analisar a performance, pois se ela foi ruim no passado pode ser que essa situação se repita no futuro”, comenta o professor do Ibmec, Luiz Filipe Rossi

Regulamento e custos da aplicação
Apesar de poucos investidores terem esse costume, ler o prospecto e o regulamento do fundo também é muito importante. São esses documentos que vão explicar a política de investimento da aplicação, as taxas e outras características importantes, que devem ser notadas antes de se investir.

“É fundamental que o aplicador analise o regulamento do fundo e questione tudo o que não entender para não cair em uma cilada”, sugere Rossi.

Para garantir uma rentabilidade líquida maior, o investidor deve se atentar para as taxas cobradas e pesquisar por fundos que cobrem taxas menores – mas que também entreguem bons resultados.  “É importante procurar pelo perfil da instituição e ver qual oferece as melhores taxas. Normalmente, quanto maior a aplicação a ser feita, menores serão as taxas”, afirma o professor do Ibmec.

O analista da Leme aponta que também é preciso verificar se é cobrada alguma outra taxa. “Existem fundos que cobram taxa de performance, então o investidor deve saber de tudo isso antes de aplicar”, conclui.

 

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