Podcast Outliers

Marcos Peixoto e Rodrigo Furtado, da XP Asset: o caminho dos R$ 200 mi aos R$ 75 bi sob gestão

Os gestores contam como funciona a estratégia de renda variável da casa

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SÃO PAULO – Um dos temas mais debatidos pelo mercado financeiro nos últimos tempos, os critérios agrupados na sigla ESG (que correspondem a melhores práticas ambientais, sociais e de governança) têm sido aos poucos absorvidos no dia a dia de analistas e gestores, mas ainda há muito a avançar. E o melhor caminho, ao menos por ora, não passa pela exclusão de empresas que não adotam essas práticas.

Essa é a avaliação de Marcos Peixoto, sócio da XP Inc. e gestor da XP Asset, um dos entrevistados do 15º episódio do podcast Outliers, apresentado por Samuel Ponsoni, analista de fundos da XP.

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Em uma conversa da qual também participou Rodrigo Furtado, sócio da XP à frente do fundo XP Long Term, Peixoto contou o que está por trás da estratégia de renda variável da gestora do grupo.

A XP Asset tem R$ 75 bilhões sob gestão, dos quais R$ 7 bilhões em renda variável.

Peixoto é responsável pelos fundos XP Long Biased, XP Investor FIA e XP Dividendos FIA, entre outros. A temática relacionada ao ESG tem ganhado espaço dentro de casa, mas ele destaca ser importante ter cuidado no filtro das empresas que podem compor o portfólio.

“Não acredito em lista de exclusão por ESG no Brasil. A Bolsa é muito pequena para isso, mas é preciso saber melhor como avaliar e precificar a questão”, diz o gestor.

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A XP Asset contratou a SITAWI Finanças do Bem para prestar uma assessoria na área de ESG e está em processo de adesão aos Princípios para o Investimento Responsável (PRI), iniciativa de investidores em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU).

O objetivo do PRI é compreender as implicações do investimento sobre temas ambientais, sociais e de governança, além de oferecer suporte para os signatários na integração desses temas às decisões de investimento e propriedade de ativos.

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A adesão exige como contrapartida um comprometimento da XP Asset na prestação de contas e relatórios sobre as iniciativas adotadas, conta Peixoto.

“Sem preconceitos”

Engenheiro de formação, o gestor está na XP desde 2013, mas iniciou a carreira 12 anos antes, como estagiário do BBM, onde trabalhou na área de análise com Leonardo Linhares, hoje na SPX.

Quando lembra de sua experiência na antiga BBM (atual Bahia Asset), Peixoto assinala como principal lição a de não ter preconceitos ao investir, sem fazer distinções de setores ou empresas, apenas “colocando preço” nas ações.

Na XP Asset, dos R$ 7 bilhões de fundos de renda variável, R$ 5 bilhões estão 100% dedicados apenas a ações.

Também engenheiro, Furtado está na XP desde o fim de 2009. Tendo assumido a criação da célula do XP Long Term em meados de 2019, o gestor é responsável pelo fundo com estratégia long biased, com foco em uma carteira comprada de ações, mas podendo ter uma parcela vendida.

Na conversa, Furtado conta como surgiu a ideia de investir no simbólico caso de Via Varejo, no qual ficou conhecido o ativismo promovido pela XP em busca da melhoria da empresa, com uma transformação da gestão.

Passado um primeiro estágio, de conversão da varejista em uma companhia lucrativa, Furtado acompanha de perto agora uma segunda etapa, referente à transformação digital.

“Tem uma agenda sendo implementada que leva tempo, mas ocorrendo conforme o planejado”, diz o gestor. O XP Long Term tem hoje cerca de 5,5% da carteira nas ações da Via Varejo. Destaque ainda no portfólio para Natura, Vale, Mercado Livre e Stone.

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Peixoto também carrega Via Varejo em seu fundo, com uma fatia de 9%. Eletrobras, CCR e Bradesco ainda estão entre as principais posições da carteira.

Confira o episódio completo e os anteriores do Outliers por SpotifyDeezerSpreakerApple e demais agregadores de podcast.

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