Março das memecoins: Criptos inspiradas em cachorro e sapo sobem até 230%

Na lista das cinco melhores performances do mês, as memecoins ocupam os quatro primeiros lugares

Lucas Gabriel Marins

Meme de cachorro usando chapéu inspira última moda das memecoins (Reprodução/X)

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O Bitcoin (BTC) subiu 15% em março desbancando índices internacionais, mas a valorização mensal da principal criptomoeda do mercado foi bem inferior ao desempenho de algumas altcoins, especialmente das memecoins – aqueles tokens baseados em memes ou piadas da internet.

Na lista das cinco melhores performances do mês, as memecoins ocupam os quatro primeiros lugares, segundo dados do agregador CoinGecko. O destaque é o dogwifhat (WIF), criptoativo inspirado no meme de um cachorro usando gorro, que subiu +230% nos últimos 28 dias.

Tokens baseados em brincadeiras virtuais são perigosos porque são impulsionados por comunidades fortes que vivem nas redes sociais tentando inflar seus preços, inclusive com publicidade. Neste mês, os investidores de WIF conseguiram arrecadar US$ 690 mil em apenas quatro dias para exibir seu mascote na arena de música Sphere, em Las Vegas, nos Estados Unidos.

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“Essas memecoins nascem com pequeno volume e como as comunidades se juntam para comprar o token, o preço começa a se tornar elástico, mas no geral é algo especulativo. Considero que qualquer memecoin tende a zero no longo prazo”, disse Tasso Lago, especialista em criptomoedas e fundador da Financial Move.

O volume de negociação de WIF nas últimas 24 horas foi de US$ 6,7 bilhões, enquanto o do BTC foi de US$ 44,2 bilhões no mesmo período, segundo o agregador CoinMarketCap.

PEPE, a cripto do sapo

O criptoativo com o segundo melhor desempenho do mês foi o Pepe (PEPE), criado em homenagem ao meme “Pepe the Frog”, popular em 2005. “Esse ativo também tem uma comunidade muito forte, o que trouxe visibilidade e listagem em grandes corretoras. Mas não deixa de ser uma aposta especulativa”, disse Mychel Mendes, fundador da Blue Consult e contador especialista em cripto.

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Além de se enquadrarem na categoria de memecoin, WIF e PEPE têm outro ponto em comum: ambos foram criados na Solana (SOL), a plataforma preferida dos criadores de tokens. De acordo com estudo publicado pelo CoinGecko neste mês, a rede respondeu por 49,3% do interesse global dos investidores neste ano.

“A adoção orgânica da Solana é sólida e tem crescente interesse do mercado, não apenas como investimento, mas como uma blockchain de alto desempenho para o desenvolvimento de projetos inovadores. Tudo isso tem sido apoiado pelo aumento notável do número de carteiras”, disse a Solana em nota.

Confira as criptomoedas com as maiores altas em março:

CriptomoedaPreçoVariação nas últimas 24 horas
dogwifhat (WIF)US$ 3,11+230%
Pepe (PEPE)US$ 0,00000799+200%
FLOKI (FLOKI)US$ 0,0002403+163%
Shiba Inu SHIBUS$ 0,00003216+152%
Fetch.ai (FET)US$ 3,37+110%
Fonte: CoinGecko
Data de corte: 28 de março, às 10h

Maiores queda de março

Nem todas as criptomoedas tiveram um mês positivo. A Flare (FLR), uma blockchain de contratos inteligentes (smart contracts), recuou -33% no mês. Apesar do desvalorização, o projeto cripto continua no radar dos traders por causa de uma parceria na área de desenvolvimento com o Google, anunciada em janeiro deste ano.

A Celestia (TIA), que apareceu na lista de criptomoedas recomendadas para 2024, também passou por correção em março, assim como outras criptos menores, como Kaspa (KAS) e Lido DAO (LDO). (Veja lista completa logo abaixo)

“Mas no geral, a gente teve uma melhora do mercado cripto em março. Agora acho que vale a pena olhar com mais carinho para projetos cripto de metaverso, já que recentemente tivemos o lançamento do Apple Vision (dispositivo de realidade virtual da Apple)”, disse Lago, da Financial Move.

Confira as criptomoedas com as maiores baixas em março:

CriptomoedaPreçoVariação nas últimas 24 horas
Flare (FLR)US$ 0,03456-33%
Celestia (TIA)US$ 13,83-20%
Kaspa (KAS)US$ 0,1358-20%
Lido DAO (LDO)US$ 2,95-16%
TRON (TRX)US$ 0,1203-15%
Fonte: CoinGecko
Data de corte: 28 de março, às 10h

Lucas Gabriel Marins

Jornalista colaborador do InfoMoney