Itaú Asset prepara carteiras globais com ETFs e inteligência de mercado, conta CEO

De acordo com Carlos Augusto Salamondi, outro ponto crucial para o crescimento dessa indústria é a educação do investidor

Osni Alves

Publicidade

A Itaú Asset tem apostado em inovação e internacionalização para ampliar as oportunidades de investimento, mesmo com R$ 1,3 trilhão sob gestão.

Segundo o CEO Carlos Augusto Salamonde, a gestora não segue uma postura única de risco. “Não temos um house view. Cada mesa toma suas decisões com suporte de research e inteligência artificial. Isso gera diversificação e o melhor retorno possível para os investidores”, contou o executivo durante participação no podcast Outliers InfoMoney.

No programa apresentado por Clara Sodré e Fabiano Cintra, Salamonde falou sobre ETFs, diversificação de carteiras e inovação na gestão de recursos.

Viva do lucro de grandes empresas

No campo dos ETFs, Salamonde destacou iniciativas de alcance global, como o cross-listing com a E Fund, maior asset chinesa, que permite que investidores estrangeiros tenham acesso a produtos brasileiros.

“Fizemos o mesmo aqui no Brasil, trazendo mais alternativas para os nossos clientes. É uma indústria que vai multiplicar de tamanho, e estamos preparados”, afirmou.

Segundo o CEO, outro ponto crucial para o crescimento dessa indústria é a educação do investidor.

Continua depois da publicidade

“O investidor ainda acha complexo. Estamos investindo em conhecimento, treinamento e conteúdo para desmistificar essa indústria. Queremos que as pessoas físicas também possam investir diretamente em ETFs de forma simples e eficiente”

Combinação de ETFs com estratégias tradicionais

Salamonde ressaltou que ETFs não substituem, mas complementam estratégias de investimento tradicionais. “Não se trata de buscar apenas o maior retorno. O que importa é o que faz sentido na carteira do cliente. ETFs são produtos mais baratos, mas podem oferecer agilidade, melhor custo e eficiência na alocação. Essa é a direção que seguimos”, observou.

Apesar do crescimento da classe, ele destacou que a indústria ainda enfrenta desafios, com gestores que já “superaram a linha d’água” e outros que ainda precisam recuperar espaço. “A seletividade é essencial. Não é todo mundo igual, e saber onde alocar faz diferença”, disse.

A classe multimercado, segundo Salamonde, mantém papel estrutural nas carteiras, oferecendo flexibilidade e proteção. “Tem um espectro de até 30% de diferença entre a mesma classe. É por isso que é importante saber aonde você está alocando e como está alocando”, afirmou.

Além disso, o CEO reforçou que ETFs estão se consolidando no Brasil como instrumentos de baixo custo e alta liquidez, ideais para estratégias de asset allocation orientadas por custos. “O ETF ainda está achando o seu espaço dentro do modelo de fundos de investimento no Brasil. Ele vem como uma luva nesse modelo”, explicou.

Trajetória da Itaú Asset e futuro dos ETFs

Salamonde lembrou da atuação pioneira da Itaú Asset no setor. “Tivemos a honra de fazer o primeiro ETF no mercado brasileiro. Não só de renda variável, mas também de renda fixa e híbridos. É uma indústria que vai crescer muito, e estamos preparados para liderar”, comentou no programa.

Segundo ele, o sucesso futuro depende da combinação de educação do investidor e estratégias de gestão bem estruturadas, que permitam alocação eficiente e diversificação de risco.

Continua depois da publicidade

“O objetivo é trazer mais transparência e conhecimento, mostrando que os ETFs não são complexos e podem ser utilizados de forma estratégica em qualquer carteira. Isso aumenta o acesso, eficiência e o retorno para todos os tipos de investidores”, concluiu.