Publicidade
SÃO PAULO – Você tem entre R$ 10.000 e R$ 50.000 para investir ou aplicados em um ativo cuja rentabilidade, refletindo a rápida queda dos juros em 2006, pode não estar lhe agradando. Uma reflexão lógica deve passar pela sua cabeça: “onde aloco o meu dinheiro?”
Mesmo sem correr os riscos do mercado acionário, no qual a renda é variável e, portanto, seu retorno é incerto, existem diversas alternativas para investir. As quatro mais populares para suas economias são: deixar na tradicional caderneta de poupança, aplicar em um fundo referenciado DI, investir em títulos públicos por meio do Tesouro Direto ou comprar um CDB.
Dado o atual cenário da economia brasileira, qual delas se apresenta como a opção mais adequada para engordar a sua carteira? Analisar a performance recente das quatro alternativas é um passo fundamental para responder a essa pergunta.
Caderneta de poupança
Vale a pena começar pela tradicional caderneta de poupança. Recorrentemente vista com maus olhos pelos investidores com perfil menos conservador, a rentabilidade da poupança vem aumentando sua atratividade relativa, à medida que a taxa Selic recua.
Isso acontece porque esta aplicação não tem vínculo direto com o juro básico da economia brasileira, mas, sim, à TR (Taxa Referencial). O mesmo não é válido para as outras aplicações expostas acima.
As aplicações em poupança vêm oferecendo retorno médio mensal de cerca de 0,65%. Note que este ganho é líquido, pois sobre este investimento não há incidência de Imposto de Renda ou de qualquer outra potencial taxa.
Fundos DI: ganhando da poupança
Diferentemente do verificado para o pequeno investidor, aplicar em um fundo referenciado DI com um montante um pouco mais razoável vem se mostrando uma escolha melhor vis-à-vis o investimento na caderneta de poupança.
Considerando os fundos DI com aplicações mínimas entre R$ 10.000 e R$ 50.000 dos três maiores bancos brasileiros, voltados, portanto, ao investidor de médio porte, a rentabilidade média oferecida no mês de dezembro foi, em termos brutos, de 0,83%.
Se o cotista deixar seu dinheiro aplicado por um período superior a seis meses mas menor do que um ano, terá de arcar com uma alíquota de 20% de Imposto de Renda sobre o rendimento líquido. Desta forma, o ganho líquido aproximado desta alternativa de investimento no mês passado foi de 0,66%, levemente superior à poupança.
Continua depois da publicidade
CDB
Mas é recorrente escutarmos a sugestão de aplicar em ativos prefixados em momentos de juros em queda – como o atual -, em detrimento a pós-fixados. A racionalidade é simples: ao ter um título prefixado, já sei o quanto irei receber quando do vencimento do papel, estando protegido das reduções adicionais no juro.
E, de fato, comprar um CDB de 30 dias pode render melhores frutos do que aplicar em um fundo DI. Para um CDB a partir de R$ 10 mil, considerando uma taxa média para os três maiores bancos do país, o retorno fica próximo a 92% do CDI.
Desta forma, a rentabilidade bruta deste CDB seria de cerca de 0,86% ao mês. Assumindo renovação até o final do ano, devemos abater 20% sobre os rendimentos líquidos correspondentes a Imposto de Renda. Assim, o retorno líquido desta aplicação acaba sendo de 0,69% ao mês.
Continua depois da publicidade
Financiando a dívida pública
Uma outra operação com popularidade crescente diz respeito ao financiamento direto pelo investidor da dívida pública federal. Por meio do Tesouro Direto, podem-se comprar títulos públicos, sem, portanto, a necessidade de pagamento de taxas de administração cobradas pelos fundos de investimento.
Dentro deste escopo, uma possibilidade é adquirir uma LFT (Letra Financeira do Tesouro), papel pós-fixado e vinculado à taxa Selic. Admitindo o período de 30 dias encerrado em 16 de janeiro, as LFTs com vencimento em 18 de junho de 2008 – de prazo curto – ofereceram rentabilidade bruta de 0,96%.
Sobre o Tesouro Direto, são cobradas uma taxa anual de custódia de 0,4% pela CBLC e uma de serviço de aproximadamente 0,5% ao ano – foi considerada a taxa cobrada pelo Banco do Brasil, líder no ranking do Tesouro Direto. Supondo um prazo de investimento maior do que seis meses e inferior a um ano, também incide uma alíquota de 20% de IR.
Continua depois da publicidade
Depois de tais abatimentos, chegamos a uma rentabilidade mensal líquida próxima a 0,76%, a maior entre as opções analisadas.
Um resumo
| Aplicação | Rentabilidade Bruta Mensal | Rentabilidade Líquida Mensal |
| Poupança | 0,65% | 0,65% |
| Fundos DI | 0,83% | 0,66% |
| CDB | 0,86% | 0,69% |
| LFT | 0,96% | 0,76% |