Reversão de tendência

Impulsionada pela renda fixa, indústria de fundos capta R$ 206 bi no 1º semestre

Fundos de renda fixa captaram R$ 81,3 bilhões no período, após saques de R$ 95,2 bilhões no mesmo intervalo do ano passado

Finance and business concept. Investment graph and rows growth and of coins on table - PIMCO
(Getty Images)

SÃO PAULO – A indústria brasileira de fundos de investimento registrou captação líquida positiva de R$ 206 bilhões no primeiro semestre de 2021, revertendo o resgate de R$ 16,2 bilhões no mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

A maior responsável pelo resultado positivo de janeiro a junho deste ano foi a classe da renda fixa, na qual os aportes superaram as saídas em R$ 98,8 bilhões.

O movimento de aperto monetário iniciado neste ano pelo Banco Central (BC) parece ter mudado radicalmente a percepção dos investidores em relação às oportunidades no segmento – no mesmo período de 2020, os fundos de títulos públicos e privados haviam sofrido resgates de R$ 95,2 bilhões.

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Destaque positivo também para a categoria dos multimercados, com captação de R$ 81,3 bilhões nos seis primeiros meses do ano, contra os R$ 30,9 bilhões atraídos no primeiro semestre do ano passado.

No caso dos fundos de ações, o resultado seguiu no campo positivo, mas com forte desaceleração – as entradas líquidas de recursos somaram R$ 3,1 bilhões na primeira metade do ano, após captação de R$ 49,4 bilhões em igual período do ano passado.

Os fundos de previdência, por sua vez, registraram resgate líquido da ordem de R$ 15 bilhões no primeiro semestre de 2021, muito por influência dos fluxos do mês passado. No mesmo intervalo de 2020, a categoria havia tido captação positiva de R$ 2,7 bilhões.

Batendo os benchmarks

No que tange à rentabilidade dos fundos, na renda fixa, das 16 subcategorias, nove conseguiram superar os ganhos de 1,28% do CDI no primeiro semestre.

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Dentre as alternativas mais buscadas pelos investidores no segmento, destaque para os fundos do tipo “Renda Fixa Duração Baixa Grau de Investimento”, com rendimento positivo médio de 1,38%, e para os fundos “Renda Fixa Duração Baixa Crédito Livre”, com valorização de 1,85%.

Na renda variável, em que o Ibovespa teve ganhos de 6,5% nos seis primeiros meses do ano, os fundos de “small caps”, voltados para ações de menor capitalização, renderam 14,9%, enquanto aqueles que concentram a atuação em papéis bons pagadores de dividendos ganharam 4,05%, influenciados negativamente nas últimas semanas pela proposta da reforma tributária.

Em relação aos multimercados, os “Multimercados Livre”, em que o gestor tem maior liberdade para navegar entre diferentes classes como ações, renda fixa, câmbio e commodities, tiveram rentabilidade positiva de 3,61% no semestre. Já os “Multimercados Investimento no Exterior” avançaram 2,86% no intervalo.

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