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SÃO PAULO – De acordo com estimativas do grupo de agências de câmbio FITTA, metade das operações de câmbio no Brasil é realizada via mercado ilegal. Para o vice-presidente do Grupo, Rodrigo Macedo, isso acontece por diversos motivos, inclusive a ilusão de que o mercado ilegal (ou câmbio black) traz vantagens financeiras.
“O mito que existe é que no mercado legal se paga imposto. Só se a pessoa tiver lucro. No mais, a diferença do câmbio legal e ilegal é na cotação. O mercado legal é feito a partir do dólar comercial. O mercado ilegal é oferta e demanda”, explicou, dizendo que, normalmente, as diferenças não são grandes.
Macedo afirmou que existem outros motivos básicos para as pessoas recorrerem ao câmbio ilegal, sendo eles conhecer alguém que faz e acreditar no mito de que estará mais protegido.
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“Existe um motivo que é o mito: pessoas que acham que no paralelo estão mais protegidas, já que no legal vão ser questionadas pela Polícia Federal e a Receita Federal. Acham que de forma mais lícita correm mais riscos”, explicou.
Riscos
Em busca de vantagem financeira, o que muitos não sabem é que estão correndo riscos. Confira abaixo quais são eles, apontados pelo vice-presidente do Grupo FITTA:
- Ser pego na saída do País com moeda sem origem, independentemente do valor. Pode ser considerado evasão de divisas;
- Receber moeda falsa e depois não ter documento que obrigue a reaver o dinheiro que gastou;
- Ter o nome associado ao de um cambista.
O câmbio ilegal, além de fazer a pessoa correr riscos, ainda tem um impacto social. “O crime, seja o tráfico ou a lavagem de dinheiro, faz movimentações financeiras e esses valores não podem ser tramitados por meio legal. Então, só resta para eles negociar no mercado ilegal. Se eles vendem, é porque alguém compra. Nesse momento é que a população apoia o crime”, explicou.
De acordo com Macedo, o dólar alto acabou por incentivar indiretamente o mercado ilegal. Isso porque as pessoas que tinham a moeda guardada passaram a pesquisar alternativas para vendê-las e, dependendo do caso, algumas recorreram ao mercado ilegal.