Central de FIIs

Fundos imobiliários voltam a subir e fecham sessão com ganhos de 0,37%; Genial recomenda compra do CSHG Renda Urbana (HGRU11)

Para a corretora, o atual portfólio e a estratégia do CSHG Renda Urbana (HGRU11) justificam a recomendação

Por  Wellington Carvalho -

O IFIX – índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – fechou a sessão desta quarta-feira (30) com alta de 0,37%, aos 2.772 pontos. Ontem, o índice fechou com alta de 0,5%. O fundo Vinci Offices (VINO11) liderou a lista das maiores altas do dia, com elevação de 3,33%. Confira os demais destaques da sessão de hoje ao longo do Central de FIIs.

Figurinha conhecida entre os fundos mais recomendados para o mês e uma das apostas dos analistas para 2022, o fundo CSHG Renda Urbana (HGRU11) entrou no radar da Genial Investimentos, que passou a recomendar compra do FII.

De acordo com Isabella Suleiman, analista da Genial, as características do atual portfólio e a estratégia de investimento da carteira justificam a recomendação.

Atualmente, a carteira do CSHG Renda Urbana é composta por 90 imóveis, sendo 66 ocupados pelas Lojas Pernambucanas, 19 imóveis voltados ao atacarejo e cinco imóveis educacionais. Juntos  s espaços somam uma área bruta locável (ABL) de 431 mil metros quadrados. A vacância do fundo está zerada.

Isabella chama atenção para o número de contratos atípicos da carteira – aqueles com maior duração –, que respondem por 83% do portfólio. Mais de 60% dos inquilinos estão ligados ao setor varejista, tido como resiliente, o que também oferece maior segurança e previsibilidade às receitas do fundo.

“Além disso, vemos com bons olhos o segmento de renda urbana e a estratégia da gestão de comprar ativos no atacado e vender no varejo, com grande potencial de gerar valor ao cotista no médio e longo prazo”, acrescenta Isabella.

Entre os pontos de atenção para o fundo está o pedido de revisão do aluguel pela Estácio, do setor educacional, em Salvador (BA). A locatária é responsável por 9% da receita contratada do fundo.

Em fevereiro, a gestão informou que recebeu o pedido de redução do aluguel da inquilina, que sofreu com a mudança estrutural enfrentada pelo setor de educação durante a pandemia, afetando tanto a ocupação quanto a rentabilidade do campus.

Isabella pondera que a negociação ainda está em andamento e estão sendo avaliadas contrapartidas para a revisão do aluguel, como a extensão do contrato e o aumento das multas rescisórias.

“Acreditamos que o impacto deve ser pequeno no fundo uma vez que a probabilidade de o inquilino deixar o imóvel é baixa e o fundo é bem diversificado, com pouca dependência deste ativo específico”, afirma Isabella.

Maiores altas desta quarta-feira (30:

TickerNomeSetorVariação (%)
VINO11Vinci OfficesLajes Corporativas3,33
XPPR11XP PropertiesOutros2,96
CPFF11Capitânia ReitHíbrido2,28
GTWR11Green TowersLajes Corporativas1,98
HGRE11CSHG Real EstateLajes Corporativas1,9

 

Maiores baixas desta quarta-feira (30):

TickerNomeSetorVariação (%)
AIEC11Autonomy EdifíciosLajes Corporativas-4
FIGS11General ShoppingShoppings-1,24
KNCR11Kinea Rendimentos ImobiliariosTítulos e Val. Mob.-0,97
HGFF11CSHG FoFTítulos e Val. Mob.-0,81
BLMG11Bluemacaw LogísticaLogística-0,76

Fonte: B3

Descubra o passo a passo para viver de renda com FIIs e receber seu primeiro aluguel na conta nas próximas semanas, sem precisar ter um imóvel, em uma aula gratuita.

AGE decide sobre dívida do FII Hospital Nossa Senhora de Lourdes; Multi Renda Urbana renegocia pagamentos de compra de empresa

Confira as últimas informações divulgadas por fundos imobiliários em fatos relevantes:

AGE do FII Hospital Nossa Senhora de Lourdes (NSLU11) decide pagamento de dívida para a Rede D’Or

Os cotistas do FII Hospital Nossa Senhora de Lourdes decidem nesta quarta-feira (30), em assembleia geral extraordinária (AGE), a quitação da dívida de R$ 27 milhões que o fundo tem com a locatária Rede D’Or. O encontro, convocado no dia 15 de março, ocorrerá de forma online.

A dívida é resultado de uma ação iniciada em 2016 pelo inquilino, que pediu na Justiça a revisão no valor da locação do imóvel onde funciona o Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, no bairro do Jabaquara, zona sul de São Paulo (SP), que pertence ao fundo imobiliário.

A gestão sugere aos cotistas duas alternativas para levantar recursos e quitar o débito: a emissão de novas cotas do FII ou a emissão de um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), por meio do qual anteciparia no mercado os valores dos aluguéis do atual contato de locação.

Na primeira opção, o aumento no número das cotas do fundo reduziria a distribuição de dividendos para R$ 1,34 por cota, 13% abaixo do último pagamento, feito no dia 8 de março, de R$ 1,54 por cota.

Na segunda opção, que prevê a antecipação dos aluguéis, o fundo “empacotaria” uma parcela dos valores que tem para receber – estimada em 45% da locação mensal, que é de R$ 1,88 milhão – em um CRI, depois vendido ao mercado. Neste cenário, a cessão dos direitos se estenderia até o final do contrato com a Rede D’Or, previsto para abril de 2025.

Se aprovada a segunda opção, a distribuição de dividendos passaria a ser de R$ 0,77 por cota, de acordo com cálculos da gestão do FII Hospital Nossa Senhora de Lourdes. Seria uma redução de 50% nos pagamentos mensais feitos pela carteira.

Diante do impacto, os gestores sugerem a aprovação da primeira alternativa, a emissão de novas cotas.

Multi Renda Urbana (HBRH11) renegocia pagamento referente à compra da Hesa 196

O fundo Multi Renda Urbana anunciou mudanças no cronograma de pagamentos referentes à compra da Hesa 196, empresa de investimentos imobiliários, adquirida em julho de 2021 por R$ 82 milhões.

O fundo pagou a primeira parcela do negócio, de R$ 50 milhões, e o saldo remanescente, de R$ 32 milhões, deveria ser quitado até o dia 31 de março.

Um aditamento no contrato, porém, dividiu o pagamento da segunda parcela da transação em 161 parcelas mensais e consecutivas, sendo a primeira prevista para 25 de abril de 2022 e, a última, para o dia 27 de agosto de 2035.

De acordo com o Multi Renda Urbana, o saldo remanescente passará a ser atualizado monetária e mensalmente, a partir de 31 de março de 2022, pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O portfólio do fundo conta com cinco imóveis de lajes corporativas voltados para os segmentos de saúde, educação e coworking. Os espaços estão localizados em São Paulo (SP), Osasco (SP), São Bernardo do Campo (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

Dividendos de hoje

Confira quais são os dois fundos imobiliários que distribuem rendimentos nesta segunda-feira (28):

TickerFundoRendimento
CNES11Cenesp R$  0,06

Fonte: InfoMoney

Obs.: Tickers com final diferente de 11 se referem aos recibos e direitos de subscrição dos fundos.

Giro Imobiliário: IGP-M desacelera e acumula 1,74% em março, aponta FGV

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) arrefeceu a 1,74% em março, após alta de 1,83% em fevereiro, informou nesta quarta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou acima do teto da pesquisa Projeções Broadcast, de 1,70%. A mediana era de 1,32% e o piso, de 0,52%.

A inflação acumulada em 12 meses pelo IGP-M desacelerou de 16,12% para 14,77%, acima da mediana do levantamento, de 14,25% (projeções de 13,39% a 15,33%). No ano de 2022, o indicador acumula alta de 5,49%.

A desaceleração do IGP-M de março foi puxada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que subiu 2,07%, ante 2,36% em fevereiro. O índice de preços no atacado acumula variação de 16,55% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M), por outro lado, acelerou de 0,33% para 0,86% na margem, com inflação acumulada de 9,19% em 12 meses. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) também avançou na margem, de 0,48% para 0,73%, conforme já divulgado pela FGV. O indicador acumula alta de 11,63% em 12 meses.

Descubra o passo a passo para viver de renda com FIIs e receber seu primeiro aluguel na conta nas próximas semanas, sem precisar ter um imóvel, em uma aula gratuita.

Compartilhe