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SÃO PAULO – O maior interesse dos investidores por alternativas à renda fixa e o bom desempenho da Bolsa de Valores foram fatores importantes no comportamento da indústria de fundos de investimentos em 2006. Aplicações que buscam maiores ganhos registraram maior crescimento em seus patrimônios líquidos no ano passado.
Com a trajetória de queda no juro brasileiro, a procura por aplicações com retornos mais atrativos, ao invés dos tradicionais fundos DI e renda fixa, foi uma das tônicas da indústria no ano passado. Para se ter uma idéia, a participação dos renda fixa no patrimônio da indústria caiu de 40% em 2005 para 35% em 2006.
Considerando estes fatores, os fundos de investimentos apresentaram um expressivo crescimento de 27% no patrimônio líquido total em 2006, na comparação com 2005, atingindo R$ 909, 35 bilhões, contra R$ 715,23 bilhões, segundo dados da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento).
Líderes
Dentre as categorias analisadas pela Anbid, os multimercados foram aqueles com maior expansão no patrimônio líquido. O montante de R$ 208,44 bilhões, registrado no final do ano passado, foi 64% superior ao patrimônio de R$ 127,37 bilhões de 2005. Estes fundos, que podem aplicar no mercado de renda fixa e de câmbio (e de ações ou com o uso de alavancagem em muitos casos) ampliaram sua participação de 17% para 23%, segundo a Anbid.
Também neste contexto, aparecem como destaque positivo os fundos de ações e os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios). O primeiro, que teve forte rentabilidade no ano, refletindo o positivo desempenho do mercado acionário brasileiro, cresceu rapidamente. O patrimônio líquido aumentou 62%, atingindo R$ 80,399 bilhões ante R$ 49,673 bilhões obtidos em 2005.
Por sua vez, os FIDCs fecharam 2006 com um patrimônio líquido de R$ 18,23 bilhões, 54% acima dos R$ 11,84 bilhões do ano retrasado. O FIDC, vale lembrar, é um fundo que destina uma parcela mínima de 50% de seu capital liquido para a aplicação em direitos creditórios.
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Lanternas
Sem o que comemorar no ano passado, por conta da queda do dólar, os fundos cambiais mais uma vez iluminaram o lado de baixo das listas de desempenho das aplicações. O patrimônio líquido da categoria caiu 36% no ano passado em relação a 2005. A cifra de R$ 1,99 bilhão caiu para R$ 1,28 bilhão.
No mesmo sentido, a classe de fundos da Dívida Externa foi outra que mostrou performance negativa, com queda de 23% no patrimônio líquido.
Ritmo de crescimento do PL*
| Fundos | PL no Ano (2006) (R$ bilhões) |
PL no Ano (2005) (R$ bilhões) |
Crescimento |
| Curto Prazo | 23,220 | 20,415 | 13,73% |
| Referenc. DI | 167,006 | 148,284 | 12,62% |
| Renda Fixa | 319,002 | 288,105 | 10,72% |
| Multimercados | 208,438 | 127,361 | 63,65% |
| Cambiais | 1,279 | 1,989 | -35,69% |
| Dív. Externa | 2,301 | 2,997 | -23,22% |
| Ações | 80,399 | 49,673 | 61,85% |
| Privatização | 14,919 | 10,572 | 41,11% |
| Previdência | 74,555 | 53,991 | 38,08% |
| FIDC | 18,230 | 11,847 | 53,87% |
| Total | 909,352 | 715,239 | 27,13% |
*Patrimônio Líquido em 29 de dezembro
Fonte: Anbid