Piora de humor

Fundos de investimento sofrem resgate em abril e captação de recursos cai pela metade no ano

Fundos de renda fixa e multimercados contribuíram para o resultado do mês, ambos com resgates líquidos de R$ 8,9 bilhões

SÃO PAULO – O mercado de fundos de investimento não está tendo um começo de ano fácil. A captação líquida da indústria caiu pela metade de janeiro a abril na comparação com os números dos primeiros quatro meses de 2018, ao passar de R$ 64,9 bilhões para R$ 31,8 bilhões.

Conforme dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o mês de abril fechou no vermelho, com resgates líquidos de R$ 20,1 bilhões, ante captação positiva de R$ 6,5 bilhões em abril do ano passado. O período foi o pior desde junho de 2018, quando a captação da indústria ficou negativa em R$ 21,5 bilhões.

Contribuíram para o desempenho essencialmente os fundos de renda fixa e multimercados, ambos com resgates líquidos de R$ 8,9 bilhões.

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Levantamento elaborado pela XP com base em dados da Economatica revelou hoje que apenas 73 de 120 fundos de ações superaram o desempenho do Ibovespa no mês passado. Dentre os multimercados, o diagnóstico é ainda mais desfavorável, com apenas 135 fundos (cerca de um terço da amostra) batendo o CDI, que encerrou abril com variação de 0,52%. Para ler a matéria completa, clique aqui.

Cenário 2019

No acumulado de 2019, os fundos de ações são responsáveis pela maior captação líquida, com R$ 13,9 bilhões até abril, ainda assim bem abaixo do mesmo intervalo de 2018 (R$ 20,9 bilhões). O saldo positivo dos fundos de previdência, por sua vez, corresponde a R$ 11,5 bilhões no ano, com crescimento anual de 42%.

A principal baixa de 2019 parte dos fundos multimercados, nos quais a captação líquida caiu de R$ 40,5 bilhões para R$ 4,7 bilhões nos primeiros quatro meses deste ano.

E a contribuição negativa ficou com os fundos de renda fixa, que sofreram resgates líquidos de R$ 6,8 bilhões de janeiro a abril, pior até do que as saídas de R$ 3,8 bilhões no mesmo intervalo de 2018.

“O mercado segue acompanhando a evolução do cenário externo e da agenda de reformas do governo, o que acaba impactando o preço dos ativos e o apetite dos investidores”, afirmou Carlos André, vice-presidente da Anbima, em nota.

Apesar do mau desempenho de abril, o patrimônio líquido total da indústria de fundos segue em alta, atualmente em R$ 4,8 trilhões.

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