Central de FIIs

Ifix fecha a sessão desta segunda-feira na estabilidade; The One (ONEF11) sob 2% após reajuste de aluguel

A vacância da Faria Lima passou de 8,82% no segundo trimestre de 2021 para 4,72% no final do ano passado

Por  Wellington Carvalho -

O IFIX – índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – fechou a sessão desta segunda-feira (28) estável, aos 2.748 pontos. O índice terminou a semana passada com alta acumulada de 1,07%. O fundo HSI Malls (HSML11) liderou a lista de maiores altas do dia, com elevação de 1,87%. Confira os demais destaques da sessão de hoje ao longo do Central de FIIs.

Respaldado pela competitividade da região da avenida Faria Lima, em São Paulo (SP), o fundo The One (ONEF11) reajustou em 29% o valor da locação do contrato que tem com a Goiasminas Indústria de Lacticínios, mais conhecida como Italac.

A medida faz parte do primeiro aditamento ao contrato com a locatária, que ocupa os conjuntos 73 e 74 do Edifício The One, localizado na Rua Jesuíno Cardoso, na região da Faria Lima, coração financeiro da capital paulista.

O fundo anunciou ainda a prorrogação do prazo de vigência do vínculo que, inicialmente, terminava em janeiro de 2024. Agora, a Italac pretende permanecer no espaço por mais 60 meses, até dezembro de 2028.

Para o segundo período do novo contrato, fundo e locatária já acertaram um reajuste de 36% no valor do aluguel dos espaços, que somam 606 metros quadrados ou 10% da área total do edifício.

Em fato relevante, divulgado na sexta-feira (25), o fundo considerou as mudanças bastante positivas para o portfólio e demonstram, na avaliação dos gestores, a competitividade da Faria Lima para o setor imobiliário.

“Os termos e condições do aditivo são bastante positivos para o fundo, demonstram a importância e relevância do imóvel para a locatária e competitividade da região da Faria Lima, em São Paulo”, aponta o documento.

Na avaliação dos gestores, a retomada dos preços na região tem sido estimulada pela queda da vacância no local.

De acordo com a Buildings, plataforma que monitora a ocupação do setor imobiliário, a vacância da Faria Lima passou de 8,82% no segundo trimestre de 2021 para 4,72% no final do ano passado.

“O nível atual de vacância da região já começa a se aproximar dos níveis pré-pandemia, quando a vacância da região atingiu 3,4%”, detalha o fato relevante assinado pela equipe de gestão do The One.

Com o aditamento no contrato, o resultado do fundo será elevado em aproximadamente R$ 0,025 por cota na primeira parte do contrato e R$ 0,032 por cota no final do vínculo.

Maiores altas desta segunda-feira (28):

TickerNomeSetorVariação (%)
HSML11HSI MALLShoppings1,87
BPFF11Brasil Plural AbsolutoTítulos e Val. Mob.1,54
HGBS11Hedge Brasil ShoppingShoppings1,5
RCRB11Rio Bravo Renda CorporativaLajes Corporativas1,48
SARE11Santander RendaHíbrido1,27

 

Maiores baixas desta segunda-feira (28):

TickerNomeSetorVariação (%)
RBRP11RBR PropertiesOutros-2,51
HCTR11HectareOutros-2,07
BLMG11Bluemacaw LogísticaLogística-1,9
XPCM11XP Corporate MacaéLajes Corporativas-1,14
CPFF11Capitânia ReitHíbrido-1,07

Fonte: B3

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VBI Logístico (LVBI11) expande área do imóvel em Simões Filho (BA)

O fundo VBI Logístico comunicou ao mercado, na sexta-feira (25), ajuste no contrato de aquisição de 70% do capital social da empresa Aratulog Armazenagens, com sede em Simões Filho (BA).

A empresa é dona de dois galpões logísticos na cidade baiana, sendo um de 36 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) e o segundo – em construção – de quase 70 mil metros quadrados, que deverá ser entregue em junho de 2022.

Em 2021, o VBI logístico adquiriu cerca de 70 mil metros quadrados dos 100 mil metros quadrados da ABL total da empresa. Pelo negócio, o fundo pagou R$ 196,5 milhões.

Em atendimento a pedido de um dos inquilinos da carteira, o fundo adquiriu mais uma área de cerca de 400 metros quadrados e acrescentou R$ 733 mil ao valor total da transação.

Dividendos de hoje

Confira quais são os dois fundos imobiliários que distribuem rendimentos nesta segunda-feira (28):

TickerFundoRendimento
RBRS13Rio Bravo Renda Residencial R$  0,42
MGIM11Mogno RE R$  0,18

Fonte: InfoMoney

Obs.: Tickers com final diferente de 11 se referem aos recibos e direitos de subscrição dos fundos.

Giro Imobiliário: inflação da construção acelera para 0,73% em março; projeção para o IPCA sobe pela 11ª semana

Inflação da construção civil acelera para 0,73% em março, aponta FGV

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) acelerou a 0,73% em março, de 0,48% em fevereiro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira (28). A alta acumulada em 12 meses pelo indicador, porém, arrefeceu de 13,04% para 11,63%. O avanço do INCC-M foi puxado pelo componente de Mão de Obra, que acelerou a 1,12% em março, de 0,19% em fevereiro. Já o índice de Materiais, Equipamentos e Serviços desacelerou de 0,75% para 0,37%.

Nas aberturas, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos arrefeceu de 0,56% no mês passado para 0,29% em março, com destaque para o recuo de materiais para estrutura (0,06% para -0,33%). O índice de Serviços teve alívio a 0,79% em março, de 1,69% em fevereiro, puxado por taxas de serviços e licenciamentos (5,66% para 0,00%).

As principais influências para cima sobre o INCC-M de março partiram de ajudante especializado (0,24% para 1,09%), servente (0,53% para 0,86%), pedreiro (0,00% para 1,23%), elevador (1,83% para 1,57%) e carpinteiro (0,00% para 1,26%).

Em contrapartida, ajudaram a conter o avanço do índice os itens vergalhões e arames de aço ao carbono (-1,98% para -3,08%), esquadrias de alumínio (1,30% para -0,79%), cimento Portland comum (1,30% para -0,55%), condutores elétricos (0,38% para -0,25%) e compensados (2,09% para -0,53%).

Relatório Focus: projeção para a inflação deste ano sobe pela 11ª semana seguida

A mediana das estimativas para o IPCA deste ano avançou pela décima primeira semana consecutiva no Relatório Focus — para 6,86% neste ano —, apontam os dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (28). O mercado também elevou as projeções para o índice de inflação oficial do Brasil de 2023 e 2024.

Com isso, a expectativa das instituições financeiras para a inflação de 2022 já é quase o dobro da meta do Banco Central, que é de 3,5% com tolerância de 1,5 ponto percentual (ou seja: a meta será cumprida em 2022 se o IPCA ficar entre 2% a 5%).

Elas também estão acima do centro da meta nos próximos dois anos. O mercado projeta um IPCA de 3,80% em 2023 (contra uma meta de 3,25% do BC) e de 3,20% em 2024 (contra uma meta de 3,00%).

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