Central de FIIs

Fundos imobiliários fecham sessão em forte alta e acumulam ganhos de 1,07% na semana

Na sessão desta sexta-feira (25), o Ifix registrou elevação de 0,57%

Por  Wellington Carvalho -

O IFIX – índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – fechou a sessão desta sexta-feira (25) com alta de 0,57%, aos 2.748 pontos. Com o resultado, o indicador acumula alta de 1,07% na semana. Confira os destaques da sessão ao longo do Central de FIIs.

Em relatório gerencial divulgado nesta quarta-feira (24), o fundo Mauá Capital (MCCI11) confirmou o pagamento da parcela de março do certificado de recebíveis imobiliários (CRI) Vogue Square, cujo devedor – a Calçada Empreendimentos – havia pedido recuperação judicial no início de fevereiro.

A situação da empresa gerou a expectativa em relação ao cumprimento das obrigações referentes ao CRI, que representa 2,3% do patrimônio líquido do Mauá Capital.

Na oportunidade, os gestores do fundo ponderaram que, dadas as características do crédito, a recuperação judicial não implicaria, necessariamente, na inadimplência do CRI.

No relatório gerencial deste mês, a equipe de gestão reforçou o entendimento e comunicou aos cotistas que recebeu o pagamento referente ao mês de março da Calçada Empreendimentos.

“Informamos que 100% dos CRIs permanecem adimplentes e todas as parcelas referentes a março, com vencimento até a data de publicação deste relatório, já foram pagas, inclusive o CRI Vogue Square”, destaca relatório gerencial do fundo divulgado nesta quinta-feira (24).

A devedora do CRI, a Calçada Empreendimentos Imobiliários, deu como garantia na operação o Hotel Vogue Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que tem valor contábil de R$ 133 milhões.

Caso o pagamento mensal do CRI não seja honrado, o hotel poderá ser vendido por até 50% do valor e, mesmo assim, o montante captado seria suficiente para cobrir, com sobras, a dívida da Calçada, atualmente na casa dos R$ 33 milhões.

O CRI Vogue Square também faz parte do portfólio do Faria Lima Capital (FLCR11). O título representava 10% da carteira do fundo, de acordo com o relatório gerencial divulgado no mês passado.

Maiores altas desta sexta-feira (25):

TickerNomeSetorVariação (%)
XPCM11XP Corporate MacaéLajes Corporativas4,28
RBRP11RBR PropertiesOutros3,83
KFOF11Kinea FoFTítulos e Val. Mob.3,23
HGBS11Hedge Brasil ShoppingShoppings3,02
BLMG11Bluemacaw LogísticaLogística2,59

 

Maiores baixas desta sexta-feira (25):

TickerNomeSetorVariação (%)
VIFI11Vinci Instrumentos FinanceirosTítulos e Val. Mob.-1,11
VCJR11Vectis Juros RealTítulos e Val. Mob.-0,8
MGFF11MOGNOTítulos e Val. Mob.-0,79
SADI11Santander Papeis ImobiliariosTítulos e Val. Mob.-0,56
IRDM11Iridium Recebiveis ImobiliariosTítulos e Val. Mob.-0,45

Fonte: B3

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Acréscimo no dividendo do FII Edifício Galeria, desdobramento das cotas do fundo Europa 105 e mais assuntos

Confira as últimas informações divulgadas por fundos imobiliários em fatos relevantes:

FII Edifício Galeria (EDGA11) projeta aumento de R$ 0,02 na distribuição de dividendos

O FII Edifício Galeria comunicou ao mercado, nesta quinta-feira (25), que não recebeu de algumas de suas locatárias o pagamento do aluguel referente a fevereiro de 2022.

De acordo com fato relevante, o atraso reduzirá a próxima distribuição de dividendos do fundo em aproximadamente R$ 0,03 por cota.

Adicionalmente, os gestores lembram que o repasse de dividendos teria um acréscimo de R$ 0,05 por cota, após o fundo ter recebido R$ 1,15 milhão da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro (SEC), ex-inquilino da carteira.

Em 2019, o FII Edifício Galeria entrou na Justiça para cobrar da SEC aluguéis atrasados. O processo estava em fase de apuração dos valores pelo perito judicial, que ocorreu no final de fevereiro.

Considerando os dois fatores – o atraso nos aluguéis de janeiro e o recebimento dos valores da SEC – a próxima distribuição do FII Galeria terá um adicional de R$ 0,02 por cota.

O fundo é proprietário de 100% do Edifício Galeria, localizado na Rua da Quitanda, no centro Rio de Janeiro (RJ). O imóvel abriga oito pavimentos de lajes corporativas, cinco lojas, dois restaurantes com área de convivência, além de um espaço comercial localizado no térreo e subsolo.

Com uma área bruta locável (ABL) de 24 mil metros quadrados, o fundo tem hoje uma taxa de vacância de 48,81%, de acordo com relatório gerencial de fevereiro.

Cotas do FII Europa 105 (ERPA11) passam a ser negociadas desdobradas

Cotistas do FII Europa 105 aprovaram em assembleia geral extraordinária o desdobramento das cotas do fundo, que passam a ser negociadas com a nova proporção na sessão desta sexta-feira (25).

De acordo com fato relevante, divulgado nesta quinta-feira (24), o desdobramento das cotas do fundo ocorreu na proporção 0,000404%. Desta forma, cada cota do FII Europa 105 passa a corresponder a 1,00000404.

As frações de cotas que, eventualmente, sobrarem após o desdobramento serão vendidas em leilão na B3. Os detalhes do procedimento deverão ser informados nos próximos dias.

Administrado pela Oliveira Trust, o FII Europa 105 tem 50% de participação no imóvel que leva o mesmo nome do fundo e está localizado na avenida Europa, em São Paulo (SP).

Cotistas recuam e cancelam AGE do FII BM Brascan Lajes Corporativas (BMLC11)

O fundo de investimento Capitânia Reit Master Crédito Privado pediu o cancelamento da assembleia geral extraordinária (AGE) do FII BM Brascan Lajes Corporativas, que havia solicitado no mês passado.

Com mais de 5% das cotas da carteira, o Capitânia Reit planejava colocar em votação a contratação da CBRE Consultoria do Brasil pelo fundo imobiliário. A empresa deveria ajudar os gestores na análise, seleção, avaliação e venda dos ativos do portfólio.

Em fato relevante, o FII BM Brascan Lajes Corporativas confirmou o pedido de cancelamento da AGE, que não trazia detalhes sobre os motivos da decisão.

O fundo é proprietário de dois andares do imóvel Brascan Century Corporate, localizado no Itaim Bibi, em São Paulo (SP), e 4 andares do Torre Rio Sul, em Botafogo, no Rio de Janeiro (RJ).

Dividendos de hoje

Confira quais são os 13 fundos imobiliários que distribuem rendimentos nesta sexta-feira (25):

TickerFundoRendimento
TJKB11TJK Renda Imobiliária R$    2,29
MORC11More CRI R$    1,50
CVPR14CVPAR CRI R$    1,40
SNCI11Suno CRI R$    1,40
RBED11Rio Bravo Renda Educacional R$    1,12
EQIR11EQI CRI R$    1,05
CCRF11Canvas CRI R$    1,05
FCFL11Campus Faria Lima R$    0,82
BTAL11BTG Pactual Agro Log R$    0,80
ALZR11Alianza Trust RI R$    0,76
EXES15EXES CRI R$    0,74
EXES14EXES CRI R$    0,74
EXES13EXES CRI R$    0,74
SNFF11Suno FoF R$    0,65
XPML11XP Malls R$    0,64
XPIN11XP Industrial R$    0,61
SNCI14Suno CRI R$    0,36
BPML11BTG Pactual Shoppings R$    0,35
EXES16EXES CRI R$    0,11

Fonte: InfoMoney

Obs.: Tickers com final diferente de 11 se referem aos recibos e direitos de subscrição dos fundos.

Giro Imobiliário: IPCA-15 sobe 0,95% em março, na maior alta para o mês desde 2015 e acima do esperado

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, ficou em 0,95% em março, 0,04 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de fevereiro (0,99%). É a maior variação para um mês de março desde 2015 (1,24%).

O IPCA-E, acumulado do IPCA-15 no trimestre, ficou em 2,54% de janeiro a março, acima da taxa de 2,21% registrada em igual período de 2021. Em 12 meses, o IPCA-15 soma 10,79%, acima dos 10,76% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2021, a taxa foi de 0,93%. Os dados foram divulgados hoje (25) pelo IBGE.

Considerado uma prévia da inflação oficial, o indicador veio acima do esperado por economistas consultados pela Refinitiv, de alta de 0,87% frente fevereiro. Na comparação anual, a projeção era de alta de 10,69%.

Houve variações positivas em todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados. O principal destaque foi alimentos e bebidas com a maior variação (1,95%) e o maior impacto (0,40 p.p.), e aceleração em relação ao mês anterior (1,20%). Saúde e cuidados pessoais, cujos preços subiram 1,30%, após a queda observada em fevereiro (-0,02%) teve o segundo maior impacto. Na sequência, vieram os Transportes, com 0,15 p.p. de contribuição e alta de 0,68%). Juntos, os três grupos representaram cerca de 75% do impacto total do IPCA-15 de março.

 

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